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Segurança Inerente

Stonner Comente 23.05.16 984 Vizualizações Imprimir Enviar

Segurança inerente – recentemente vimos no Blogtek artigo sobre a Hierarquia de Controles em SMS, onde foram exemplificados diferentes níveis de barreiras de controle. A Segurança Inerente (não confundir com Segurança Intrínseca, característica de alguns aparelhos eletroeletrônicos para uso em áreas classificadas) é um conceito desenvolvido por Trevor Kletz, baseado no uso de tecnologias e produtos com propriedades intrínsecas, as quais podem reduzir ou eliminar os riscos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Segurança Inerente – conceito

As práticas tradicionais de segurança buscam reduzir os riscos diminuindo a probabilidade de um incidente e/ou mitigando as consequências de um incidente. Apesar de importantes e geralmente eficazes, estas práticas atuam mais no controle do que na eliminação do risco.

O conceito de um processo com Segurança Inerente é ter um baixo nível de perigo MESMO quando as coisas NÃO dão certo. Evitar riscos, ao invés de controlá-los. Como uma condição perfeita de segurança não é possível, muitos estudiosos do assunto preferem utilizar a expressão Inherently Safer Design (Projeto inerentemente mais seguro… a expressão em Inglês é mais curta!!!).

Isto pode ser obtido, por exemplo:

  • Uso de materiais inofensivos e seguros
  • Uso de baixos inventários de materiais perigosos, de forma que eventuais perdas ou vazamentos não prejudiquem pessoas, instalações e o meio ambiente
  • Materiais perigosos armazenados de forma a não causar riscos: diluídos, em temperaturas e pressões ambientes

Segurança Inerente – etapas

Os principais métodos elencados por Trevor Kletz para atingir projetos inerentemente mais seguros são:

Minimizar: Reduzir a quantidade armazenada de materiais perigosos, reduzindo o tamanho das bateladas.  Kletz escreveu um artigo em 1978 intitulado: “What you don’t have, can’t leak” (aquilo que você não possui, não pode vazar).

Substituir: Substituir um material por outro de menor risco, por exemplo, usar água e detergente para limpeza, ao invés de um solvente inflamável. Há que avaliar possíveis outros efeitos do produto substituto. Por exemplo, o detergente poderia ter impacto no meio ambiente, ao ser descartado, ou ser cancerígeno.

Moderar: Reduzir a força dos efeitos, por exemplo, usar líquidos em baixas temperaturas, em vez de um gás a alta pressão, ou utilizando um material diluído, em vez de forma concentrada. Por exemplo, estocar cloro e amônia em baixas pressões, em ambientes refrigerados, diminui a possibilidade de vazamentos quando comparado com o armazenamento em alta pressão a temperatura ambiente.

Simplificar: Simplificação de processos (há uma VIP – Value Improvement Practice, que contempla este aspecto). Plantas mais simples são mais seguras do que plantas complexas pois apresentam menos oportunidades de erro operacional e menos equipamentos que podem potencialmente falhar. Eliminar problemas simplificando o projeto, ao invés de agregar mais mecanismos de controle.

Alguns princípios adicionais:

Tolerância ao erro: Dimensionar equipamentos e processos para que suportem condições fora de projeto, decorrentes de erros operacionais ou falhas de processo (por exemplo, tubulações e equipamentos dimensionados para suportar a máxima pressão admissível do processo).

Limitar os efeitos de projeto, localização ou transporte de equipamentos para que a pior condição possível produza menos perigo, por exemplo, em caso de vazamento, o escoamento por gravidade escoa o produto para um lugar seguro, utilizar barreiras de contenção.

Segurança Inerente – mais alguns cuidados

O ideal é que os conceitos de Segurança Inerente sejam implantados na fase de projeto, pois é muito mais econômico implantá-los nesta fase (green field), do que em uma planta já em operação. Neste sentido, Kletz sugere algumas medidas adicionais:

  • Evitar efeitos em cadeia
  • Impossibilitar montagens incorretas (leia algo sobre Poka-Yoke)
  • Permitir fácil identificação do status (parâmetros das variáveis de processo)
  • Facilitar o controle

Leia também o artigo: Hierarquia de Controles. Estamos sempre publicando artigos sobre Liderança e Gestão, SMS, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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