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Rotina de prazos e custos estourados

Stonner 9 Comentários 25.03.15 2682 Vizualizações Imprimir Enviar

Rotina de prazos e custos estourados… – o título na realidade é uma provocação! Porque o artigo a seguir se refere a atrasos e orçamentos estourados em diversas Obras… na Alemanha!!! Sabemos que há causas diferentes, e também não queremos utilizar o exemplo como justificativa, mas sim analisar quais práticas equivocadas reiteradamente levam, aqui e e no resto do mundo, a estes maus resultados. Você já conheceu algumas obras destas aqui no Blogtek: Opera de Sydney e Boston Big Dig. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Rotina de prazos e custos estourados – contextualização

Me chamou  atenção notícia publicada na página do UOL, relatando prazos estendidos e orçamentos ultrapassados em três obras na Alemanha.

A primeira delas, o prédio para os concertos da Filarmônica de Hamburgo, às marges do Rio Elba.

Outra obra com problemas é a construção do aeroporto de Berlim, construído para substituir os três aeroportos de Berlim, existentes devido à separação então existentes entre Berlim Oriental e Ocidental, até 1989.

E a terceira obra apontada neste artigo como problemática, é o Túnel de Leipzig. Há mais de um século estava prevista a construção de um túnel que a atravessasse de Norte a Sul, subterraneamente, e o projeto foi finalmente aprovado em 2003, com previsão de conclusão ao final de 2009.

A conceituada revista alemã Der Spiegel, em sua versão online, publica:

“Os custos parecem ser compatíveis e os políticos aparentam euforia quando apresentam seus grandes planos, enfatizando como estes projetos irão mudar a região. E, evidentemente não irá tardar muito a estarem concluídos, dizem os políticos… Os políticos estão sempre exultantes em alardear o sucesso dos projetos concluídos, mas quando os problemas afloram durante a fase de construção, poucos assumirão a responsabilidade.”

O texto parece familiar, não???

Rotina de prazos e custos estourados – outras obras

Além dos três projetos mencionados no artigo da UOL, o link da revista Der Spiegel menciona outros cinco :

– Transferência dos escritórios da Agência de Inteligência alemã de Munique para Berlim

– Estação Central de trens em Stuttgart

– Linha Norte-Sul do metrô de Colônia

– Segundo túnel ferroviário de Munique

– Reconstrução do Palácio Stadtschloss em Berlim

A tabela abaixo relata os prazos e custos estimados inicialmente, e as projeções de extensões de prazo e custo.

 

Rotina de prazos e custos estourados

As duas últimas obras mencionadas na tabela, o túnel ferroviário de Munique e a reconstrução do Palácio Stadtschloss, foram iniciadas muito recentemente, não havendo números concretos sobre as extensões de prazo e custos, porém foram incluídas porque as avaliações de peritos apontam para custos e prazos estourados.

Em média, os prazos foram estendidos em 77,5%, e os custos estouraram em 115%.

Em próximos artigos, faremos uma análise gerencial dos motivos que levaram a estes atrasos e custos excedentes.

Estamos sempre publicando artigos sobre Gerenciamento de projetos, Gestão da manutenção, Liderança e Gestão. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • LUIS LARANJEIRA

    Prezado Rodolfo,

    Aguardarei ansioso os artigos que esclarecem os motivos dos atrasos mencionados, para utilizá-los nas aulas de Gerenciamento de Projetos de uma turma de Engª de Petróleo.

    Parabéns pelo Blog e um grande abraço!

  • Roberto T Sacco

    Caro Rodolfo, confesso surpresa que num país tão organizado e conceituado como a Alemanha algo assim tenha ocorrido, não sei se fico menos triste em saber que não é só aqui no Brasil que prazos e orçamentos são “estourados” sistematicamente sem quaisquer consequências aos responsáveis, especialmente das grandes estatais. Só não sei se a diferença na Alemanha será justamente a eventual cobrança da sociedade e alguma efetiva responsabilização aos profissionais que deveriam ter realizado um melhor trabalho. Aguardo ansioso e curioso os desdobramentos e as tuas futuras informações. Grato por compartilhar. Roberto

  • Obrigado, Roberto, também fiquei extremamente surpreso, por isso resolvi compartilhar.

  • Obrigado, Luis, espero publicá-los breve!

  • WILSON BRAZ DE SOUZA

    Esta “doença” pode ser considerada universal. E a pergunta que não quer calar:
    se não fosse aplicado o Gerenciamento de Projetos seria pior ainda?

  • Flávio Vasconcelos

    Caro Stonner!
    Desde já quero parabenizar pela iniciativa e agradecer por compartilhar de suas experiências e análises sobre o tema de gerenciamento de projetos.
    É surpreendente a frequencia destes acontecimentos em obras de grande notoriedade mundial, tendo em vista que é uma prática européia o detalhamento esmiuçado do escopo do produto do projeto.

    1 abç.

  • RICARDO J. XAVIER

    Já que muitos gostam de comparar o Brasil a outros países.
    Seria interessante também fazer um comparativo de obras semelhantes com as diferenças nos prazos e nos orçamentos, a fim de verificarmos se também existem semelhanças nos percentuais dos mesmos.

  • Olá, Flávio, de fato me surpreendeu que projetos alemães tenham tido estes desvios!!!

  • Ricardo, publicarei mais alguns artigos a respeito, não fazendo comparações entre obras similares, por que não tenho estes dados, mas avaliando, à luz do PMBoK Guide, quais áreas de conhecimento, quais processos se revelaram falhos.

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