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Projetos fracassados – avião comercial inglês (Brabazon)

Stonner 3 Comentários 19.11.14 1916 Vizualizações Imprimir Enviar

Projeto Brabazon – avião comercial inglês: projetos fracassados são uma forma interessante de aprender com os erros, e evitá-los no futuro. Veremos hoje neste artigo as falhas que resultaram neste grande fracasso da indústria aeronáutica inglesa, o chamado Projeto Bristol Brabazon, a tentativa inglesa de construir um sucesso comercial no transporte aéreo de passageiros. Leia mais sobre projetos fracassados em: Boston Big Dig, Opera de Sydney, 10 razões para o fracasso de Megaprojetos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Avião comercial inglês – contextualização

A aviação foi fator determinante para a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Durante o conflito, Estados Unidos e Inglaterra haviam acordado que os estados Unidos investiriam na aviação de transporte, para transporte de suas tropas para a região de conflito (rotas longas), enquanto o Reino Unido investia em aviões de combate de curto alcance.

Finda a guerra, era evidente o impulso que a aviação comercial iria ter no pós-guerra, o governo britânico criou o Comitê Brabazon, para desenvolver um projeto de avião comercial a ser produzido pelo Reino Unido. O comitê tinha este nome, por ser conduzido por Lord John Moore-Brabazon, o Barão de Brabazon de Tara, que tinha sido Ministro dos Transportes e detinha grande expertise em aviação.

Avião comercial inglês – o projeto

Projeto fracassado - avião comercial inglês

Projeto fracassado – avião comercial inglês

Dentre os projetos em estudo, tinha destaque o Bristol-Brabazon, concebido para viagens intercontinentais entre a Inglaterra e os Estados Unidos. Apesar de ser reconhecido o potencial dos propulsores a jato, preferiu-se manter a concepção de motores turbo-hélice.

Um pouco maior do que um 747, o Bristol-Brabazon tinha capacidade para transportar apenas 100 passageiros, cada um dos quais com espaço para si equivalente ao interior de um automóvel. Cada um dos passageiros teria um leito à sua disposição, havia a bordo um cinema para 37 pessoas, além de bar e espaço para convívio social. Desenvolveria cerca de 250 mph (400 km/h), contra seus potenciais concorrentes, em fase de desenvolvimento, os quais atingiriam 500 mph (800 km/h).

Evidentemente, os custos do transporte eram altíssimos, e o projeto revelou-se um absoluto fracasso comercial.

Avião comercial inglês – as falhas

Projeto fracassado – avião comercial inglês – interior

O projeto foi concebido dentro da ótica do mundo pré-guerra, em que o transporte aéreo era apenas para uns poucos privilegiados, que podiam pagar enormes somas para ter o privilégio, então raro, de poder viajar rapidamente, e cercados de conforto.

No pós-guerra, contatos comerciais utilizando aviões se tornaram banais e corriqueiros, e logo os preços despencaram permitindo que o turismo também contribuísse para o crescimento da aviação comercial.

A velocidade era preferida ao conforto, e a busca era por melhores preços. Assim, nenhuma empresa aérea se interessou em comprar os aviões, apesar de terem sido testados com sucesso. Não havia óbice técnico à sua utilização.

Avião comercial inglês – as falhas, sob a ótica de gerenciamento de projetos

– Escopo mal definido, em função de

– Falha no entendimento dos requisitos necessários, devido a

– Inadequada identificação das partes interessadas (stakeholders – público, empresas aéreas, etc.)

– Não utilização dos avanços tecnológicos (turbinas a jato)

Avião comercial inglês – custos

Em valores corrigidos, as perdas com este projeto chegam a US$ 560 milhões. Em 1953 o único protótipo construído foi vendido como sucata, após 382 horas de voo (teste). Não obstante, nem tudo foi prejuízo.

As longas pistas requeridas principalmente para a decolagem foram construídas em alguns aeroportos britânicos, e serviram posteriormente para os aviões a jato de maior porte e velocidade.

Continuaremos a abordar em detalhes questões pertinentes a grandes projetos que foram um fracasso, e as lições aprendidas decorrentes, nos próximos artigos do Blogtek. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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