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Modularização e Montagem Tradicional: vantagens e desvantagens

Stonner 4 Comentários 31.01.13 3509 Vizualizações Imprimir Enviar

Modularização: Construção off-site de módulos (unidades inteiras ou partes de unidades, de grandes dimensões), a serem transportadas, e montadas e interligadas no local (on-site)

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Stick-built (Montagem tradicional): Perfis, vigas, tubos, chapas, motores, bombas, compressores e demais equipamentos são entregues no local da Obra, diretamente dos fornecedores, e aí montados por equipes de montadores, caldeireiros e soldadores.

Modularização – Fatores a serem avaliados na decisão:

 

• Escassez de mão-de-obra, por aquecimento de mercado

 

• Escassez de mão-de-obra, por falta de pessoal qualificado

 

• Segurança (Construção em Oficinas, com pontes rolantes, lay-out adequado, etc x Construção no Campo)

 

• Fácil acesso para transporte e movimentação de grandes cargas (logística)

 

• Disponibilidade de grandes equipamentos de movimentação de cargas

 

• Considerações de custo, prazo e qualidade

 

• Porte do Projeto

 

• Capacidade da Empresa em influenciar o mercado local

 

Modularização – aspectos de custos:

 

Aumento de Custo:

 

• Custo do aço (além do aço usualmente empregado nos equipamentos, há um aumento na utilização devido às estruturas)

• Custo de transporte (navio, carretas especiais)

• Custo de instalação (guindastes de grande porte, construção/adequação de docas)

• Custo de Detalhamento (como os módulos se interligam uns aos outros, as interligações devem estar muito bem detalhadas e posicionadas, pois ajustes de campo são difíceis e custosos)

 

Diminuição de Custo:

 

• Mão-de-obra mais barata (pode se buscar alocar a fabricação em polos com mão de obra de menor custo)

• Redução de custos indiretos (redução no deslocamento, viagens, diárias, acomodações)

• Maior produtividade (legislação trabalhista mais flexível, clima mais ameno, transporte de pessoal)

• Redução de Prazo

Mostramos a seguir, tabela comparativa de custo, considerando custo de mão de obra e produtividade, entre a região do Golfo (onde há grande concentração de refinarias), e demais regiões dos Estados Unidos e Ásia.  Material de apresentação sobre Modularization, pela Foster-Wheeler, autor Bill Meyer, apresentado na Houston Business Roundtable, em 2007 ( www.houbrt.com), liberado para uso não comercial.

Tabela comparativa Golfo x Ásia
Gráfico comparativo de custo
No entanto, o estudo da Foster-Wheeler evidencia que os efeitos positivos da Modularização são mais marcantes nos projetos Cost Driven (orientados para Custo) do que nos projetos Schedule Driven (orientados para Prazo), como se pode depreender dos gráficos a seguir:
Comparação Cost x Schedule driven

Modularização – Pontos de Atenção:

É fundamental tomar a decisão de Modularização ainda no início do Projeto Básico, para que os Fluxogramas de Processo e de Tubulação e Instrumentação (P&Is) já contemplem a divisão em módulos. Ademais, é sabido que quanto mais avançado o projeto, mais custosas serão as modificações.
A VIP (Value Improvement Pratice – Prática de Incremento de Valor) de Construtibilidade, a qual já é altamente recomendada para grandes projetos de Construção e Montagem, torna-se praticamente mandatória ao se decidir pela Modularização.
O CII (Construction Industry Institute) fornece para seus filiados uma ferramenta desenvolvida em Excel, para subsidiar a decisão de Modularização. Trata-se do Strategic Decision Tool for PPMOF (prefabrication, preassembly, modularization, and off-site ):
Strategic Tool CII
Algumas fotos da atividade de Modularização:
Modularização

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • Bonugli

    Caro Stoner,

    Este post cai como uma luva para certos projetos! Para que se possa iniciar a avaliação da alternativa, é preciso resolver primeiro o velho dilema: o projeto em questão é “cost driven or schedule driven”? Você conhece algum que tenha passado ou esteja passando por este dilema.
    Mas talvés haja uma terceira alternativa. Tendo em vista, variáveis principais de contexto, tais como, produtividade e climatologia, pode ser que se justifique a Modularização “on-site” em qualquer dos direcionadores “cost driven or schedule driven”. Neste caso, seriam implantadas fábricas de Módulos, que proporcionassem condições de trabalho e infraestrutura fixa mais favoráveis, dentro do próprio site, mitigando significativamente impactos em produtividade e devido a climatologia. Somem-se a estes, a exclusão da logística intermodal em favor do transporte “on-site” e locação dos módulos diretamente em bases customizadas à metodologia, privilegiando, na maioria dos casos, uso exclusivo de veículos sobre rodas e macacos hidráulicos. Isto poderia valer para, além de pipe-racks, módulos parciais das próprias unidades de processo. Para Projetos em Fase I, onde porém já se dispõe de informações avançadas da Unidade Industrial, poderia ser muito conveniente, partir para “as contas” e transformar hipóteses subjetivas (qualitativas) em objetivas ($$$).

  • Obrigado pelo comentário, Bonugli. É uma alternativa a se considerar, juntando as vantagens da modularização com a proximidade do site.É hora de fazer as contas!

  • Roberto

    Prezado Stonner,

    Iniclamente quero parabenizá-lo pela iniciativa e seu espiríto altruísta na difusão do conhecimento com vários artigos concisos e claros tão carentes na engenharia nacional. Infelizmente nosso quadro é desolador, onde um país de dimensão continental com precária infraestrutura, tudo a fazer, mas a cada dia adotando vários entraves burocráticos com excessivos regulamentos legais com viés (acredito não percebido) de desestímulo aos investimentos em obras de infraestura e industrial. Sabemos que esta situação acaba afetando toda a população, seja pelo baixo crescimento econômico, seja pela falta de oportunidades de bons empregos e consequentemente baixa competitividade do Brasil. Hoje, infelizmente, a Petrobras (apesar da sua situação financeira agora não estar tão imune) é uma locomotiva arrastando uma pesadíssima carga. Neste sentido, sua abordagem traz uma lanterna nesta noite escura que começamos a viver. No meu ponto de vista, os arranjos modularizados na maioria das obras são imperiosos para a redução de custos e prazos. Os absurdos diários que vemos nas obras urbanas, infraestrutura e da Petrobras são custosos para a população. No caso da Petrobras, seria interessante a implementação nos seus contratos EPC, oferecer banco de dados de práticas construtivas com enfoque na modularização e aplicação de bônus na redução de prazos com o uso da modularização. Nesta oportunidade como gestor de contrato EPC, gostaria da sua indicação de literatura e sites com exemplos práticos da modularização.

  • Roberto, desculpe a demora na resposta, eu estava retornando de viagem. Seu comentário é muito preciso com relação à questão da modularização versus as dificuldades de infraestrutura, que dificultam (ou até impedem) a utilização do recurso da modularização. Um bom site é o do CII (Construction Industry Institute), porém é restrito aos associados. Acesse também a apresentação do Bill Meyer, na Houston Business Roundtable (http://www.houbrt.com/2005/documents/ModularizationpresentationforHBR.pdf), da qual usei, com autorização do autor, alguns gráficos no artigo aqui do Blogtek. Breve também estarei publicando um novo artigo sobre modularização, falando do meio termo entre o stick-built e o módulo completo, mencionando a questão dos módulos desmontados (Prefabrication, Preassembly & Modular Construction). Assine o Blogtek para ser automaticamente informado das atualizações (seu e-mail NÃO será usado por terceiros). Obrigado!

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