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Mais mitos sobre materiais perigosos – Trevor Kletz

Stonner Comente 23.02.16 910 Vizualizações Imprimir Enviar

Mais mitos sobre materiais perigosos – Trevor Kletz: recentemente publicamos artigo aqui no Blogtek sobre alguns mitos descritos por ele (Mitos sobre materiais perigosos), aplicáveis às questões de Segurança Industrial.  Prosseguimos aqui a divulgação destes mitos, a partir da adaptação de um artigo de Kletz, datado de 1978 (Some myths on hazardous materials). Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Mais mitos sobre materiais perigosos – mito #3

“Se um detector de gases inflamáveis (explosímetro) marca zero, isto indica a ausência de gases inflamáveis, sendo portanto seguro realizar trabalhos que possam gerar fontes de ignição.”

Explosímetro

Explosímetro

Explosímetros são equipamentos indispensáveis para a liberação de serviços a quente em uma planta industrial, e contribuem enormemente para a Segurança Industrial. No entanto, é fundamental conhecer as limitações deste instrumento, para termos uma margem adicional de segurança. Eventualmente, a indicação “zero” pode nos levar a decisões equivocadas porque:

1-      O instrumento (explosímetro) pode estar danificado. Por isso, ele deve ser testado antes do uso. Kletz sugere o teste com um mistura de 30% de isopropanol em água, que geralmente produz leitura de baixa intensidade.

2-      O tubo de amostragem pode estar obstruído, pela deposição de resíduos sólidos presentes em vapores de amostragens anteriores.

3-       O elemento sensível pode estar contaminado (“envenenado”) pela exposição a hidrocarbonetos halogenados (dano temporário) ou por silicones (dano permanente).

4-      A substância potencialmente explosiva pode formar uma mistura inflamável apenas em altas temperaturas, e a mistura aspirada para o teste do explosímetro pode se resfriar ao longo do percurso pela mangueira de amostragem (a qual é introduzida, normalmente via drenos ou vents, no ambiente que se quer verificar). Esta é uma das causas mais comuns de incêndios e explosões no reacendimento de caldeiras e fornos. Kletz, que era um cidadão inglês, recomendava: “If a furnace burning fuel oil trips, have a cup of tea before relighting it” (Se uma fornalha queimando óleo combustível apaga, beba uma xícara de chá antes de reacendê-la).

Mais mitos sobre materiais perigosos – mito #4

“Baixas pressões (Kletz exemplifica com 10 libras) não representam risco.”

Este mito se baseia no fato de que por comodidade falamos 10 libras, ao invés de 10 libras por polegada quadrada (pound per square inch – psi). Este foi o exemplo de Kletz quando a Inglaterra ainda não tinha adotado o Sistema Internacional de unidades. Atualmente, e este é um exemplo, comum, falamos, por exemplo, uma pressão de meio quilo, como uma “pressão” baixa (e de fato, o é, mas lembre-se que pressão é força por unidade de área), e esta pressão na realidade significa 0,5 kg/cm2.

Kletz menciona um fatalidade ocorrida quando um operador abriu uma BV (boca de visita) de 42 polegadas de diâmetro (1,05 m) de um filtro com 30 psi, sem despressurizá-lo antes da abertura. A BV imprensou o operador contra a parede, com uma força, a qual podemos facilmente calcular, de 30 ton.

Tanque em colapso por formação de vácuo

Tanque em colapso por formação de vácuo

Outros exemplos citados por Kletz mencionam a drenagem de tanques de armazenamento, com vents fechados e com a válvula quebra-vácuo flangeada a cego. Apenas a pressão atmosférica é capaz de levar o tanque ao colapso.

Baixos níveis de energia podem ser perigosos atuando de diferentes formas. Eletricistas normalmente não se preocupam com tensões de 110 V (já vi eletricistas checarem passagem de corrente usando o polegar e o indicador nos dois barramentos!!!), porém já participei de um relatório de investigação de fatalidade por um choque de 110 V causado por uma lâmpada (gambiarra). A causa mortis não foi exatamente o choque, mas, como era sexta-feira, dia em que muitas vezes é servida feijoada, e o acidente foi logo após o almoço, o choque causou uma queda e um acesso de vômito no trabalhador…quando seus colegas deram por sua falta, ele já tinha falecido asfixiado pelo próprio vômito.

Estamos sempre publicando artigos sobre Liderança e Gestão, SMS, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção. Breve publicaremos mais alguns mitos de Trevor Kletz. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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