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Metodologia para a Tomada de Decisões – parte 3 – AHP

Stonner 2 Comentários 10.03.13 3366 Vizualizações Imprimir Enviar

Nos dois últimos posts apresentamos a Metodologia para a Tomada de Decisões, AHP, Parte 1 e Parte 2, onde a metodologia AHP (Analytical Hierarchy Process) foi explicada com base em um exemplo. Ao final da Parte 2, foi proposto um exercício, cuja solução transcrevemos a seguir.

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Em um próximo post, iremos abordar outra ferramenta para tomada de decisões: a Árvore de Decisão. Para ser notificado da publicação deste post, cadastre seu e-mail aqui no topo do Blogtek, à direita. Seu e-mail NÃO será usado por terceiros.

Dados do Problema:

Para optar entre a aquisição de um Hyundai i30, um Toyota Corolla e um Honda Civic, considere:

Os critérios a serem utilizados são: Consumo (km/l), Preço de aquisição (R$) e Estilo (qualitativo).

O preço de aquisição (dados fictícios) é de:

R$ 64 mil para o i30, R$ 72 mil para o Corolla, R$ 75 mil para o Civic.

O consumo de cada um é (dados fictícios):

10 km/l para o i30, 11 km/l para o Corolla, 10,5 km/l para o Civic

O estilo do i30 é 3 vezes melhor que do Corolla.

O estilo do i30 é 2 vezes melhor do que o Civic.

Os estilos do Civic e Corolla são equivalentes (lembre-se que para dados qualitativos não preciso ser totalmente consistente).

Como agora tenho 3 critérios, haverá três pares de comparação (serão as combinações de três critérios, dois a dois):

O Valor de aquisição é 3 vezes mais importante que o Estilo

O Valor de aquisição é 2 vezes mais importante que o Consumo.

O Consumo equivale em importância o Estilo.

Com base nestes dados, qual veículo você irá adquirir?

Cuidado: No exemplo dos três projetos, o maior VPL é o mais desejável. No caso do Valor de aquisição, o mais baixo é o desejável, e no caso do Consumo, como está medido em km/l, o maior é o desejável. Pense nisto ao montar as matrizes.

Priorização de cada modelo segundo os critérios, conforme AHP:

O preço de aquisição é claramente um dado quantitativo, porém temos eu identificar que o desejável (mais atrativo) é o MENOR preço. Então basta considerar a relação INVERSA:

Figura 15 Critérios - Preços modelos

 

Figura 16 Critérios - Preços modelos priorizados

 

 

O consumo é também um dado quantitativo, e como na realidade está expresso em km/l, quanto maior, mais atrativo. Neste caso, consideraremos a razão direta:

Figura 17 Critérios - Consumo modelos

 

 

Figura 18 Critérios - Consumo modelos priorizados

 

O estilo é claramente um critério subjetivo, o qual foi pontuado pelo usuário:

Figura 19 Critérios - Estilo modelos

 

 

Figura 19 Critérios - Estilo modelos priorizados

 

Priorização relativa dos Critérios, na AHP:

Considerando a prioridade relativa entre os critérios, estipulada pelo usuário, potencial comprador, teremos a seguinte matriz:

Figura 20 Critérios crros

Figura 21 Critérios carros

 

 

 

 

 

 

Montando a matriz das prioridades dos modelos de carros em relação aos critérios, teremos:

Figura 22 Critérios priorizados por carro

 

 

 

 

E considerando os pesos relativos de cada critério:

Figura 23 Critérios priorizados entre si

 

 

 

 

 

Teremos, para cada Modelo de  Carro, a seguinte ponderação Critério x Prioridade (pode-se perceber que o resultado abaixo nada mais é senão o produto das duas matrizes):

Hyundai i30: 0,3647*0,5499 + 0,3175*0,2402 + 0,5499*0,2098 = 0,3922

Toyota Corolla: 0,3241*0,5499 + 0,3492*0,2402 + 0,2098*0,2098 = 0,3061

Honda Civic: 0,3112*0,5499 + 0,3333*0,2402 + 0,2402*0,2098 = 0,3016

Portanto, verifica-se claramente que considerando as priorizações relativas aos critérios, e a priorização entre os critérios, claramente o modelo de carro a ser escolhido pelo usuário, é o Hyundai i30.

Uma vez criado um modelo no Excel, percebe-se que facilmente pode-se fazer uma Análise de Sensibilidade, fazendo variar os critérios relativos, verificando quanto uma escolha é sensível a um determinado critério.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • antonio magalhaes

    Muito bom, e ao final, o destaque para a análise de sensibilidade que testa as hipóteses predefinidas….gostei!

  • É importante conhecer a Análise de Sensibilidade pois há situações em que há decisões muito próximas, pelo critério, e precisamos ver quais variáveis mais impactam. Obrigado pelo feedback, Antonio!

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