Menu

Mapa Cultural – Erin Meyer

Stonner Comente 24.07.17 696 Vizualizações Imprimir Enviar

Mapa Cultural:  com o mundo cada vez mais globalizado, sempre teremos a convivência entre diferentes culturas e comportamentos pessoais. Blogtek já publicou artigos sobre este aspecto, abordando as Dimensões Culturais de Hofstede. Recentemente, lemos um livro de Eric Meyer, The Culture Map, do qual apresentamos um resumo aqui. Importante destacar que o artigo apresenta um resumo do livro, não o substitui, até porque Blogtek respeita extremamente a questão da propriedade intelectual. Pelo contrário, pretendemos divulgar e incentivar a consulta ao livro, que é muito interessante. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Clique aqui e cadastre-se para receber uma notificação por email sempre que um novo artigo for postado

Seu email não será utilizado por terceiros nem para envio de spam.

Mapa Cultural – as oito escalas

Erin Meyer, professora do INSEAD, importante escola de administração e gestão, tem extensa experiência em trabalhar em diversos países. Seu trabalho como consultora consiste em assistir empresas no que tange à gestão de equipes multinacionais.

Em sua vivência profissional, Erin Meyer Oito escalas de comportamentos, descritos a seguir. Quem estiver interessado em ter o mapa cultural de sua equipe, por país, é só acessar o site, cadastrar-se mediante uma pequena taxa (depende do prazo de acesso), e poderá construir os mapas que desejar.

Mapa cultural

Mapa cultural

Mapa Cultural – comunicação

Baixo contexto: a boa comunicação é precisa, simples e clara. As mensagens se expressam e se entendem pelo valor nominal. A repetição ajuda a clarificar a comunicação.

Alto contexto: a boa comunicação é sofisticada cheia de matizes e camadas. As mensagens são ditas e lidas entre linhas. As mensagens são frequentemente implícitas, não explícitas.

As culturas anglo-saxônicas estão situadas no extremo esquerdo, enquanto as culturas orientais, e, em menor grau, as latinas estão no extremo direito. Erin Meyer destaca que a própria língua sinaliza isso: enquanto a língua Inglesa tem cerca de 500.000 palavras, Português e Espanhol tem em torno de 150.000 palavras.

Mapa Cultural – avaliação

Feedback negativo direto: o feedback negativo é dado francamente, sem rodeios, honestamente. Não se suaviza as mensagens negativas com comentários positivos. A crítica pode ser dada em público.

Feedback negativo indireto: o feedback negativo é dado de forma suave, sutil, diplomática. Mensagens positivas são utilizadas para suavizar os pontos negativos. A crítica é feita em particular.

As culturas em que predomina o feedback negativo direto (por exemplo, anglo saxônicas), usam palavras chamadas de upgraders, que destacam o sentido: “This is totally wrong”, “That was totally inappropriate”. Nas culturas no extremo oposto, são usados downgraders, palavras suavizadoras: “Isto está meio errado”, “Não dá para melhorar um pouquinho?”.

Mapa Cultural – liderança

Igualitária:  a distância ideal entre um chefe e seu subordinado é baixa. O melhor chefe é um facilitador entre iguais. As estruturas organizacionais são planas. A comunicação frequentemente omite níveis hierárquicos.

Hierárquica: a distância ideal entre um chefe e seu subordinado é alta. O melhor chefe é um condutor. O status é importante. As estruturas organizacionais têm múltiplos níveis e são rígidas. A comunicação segue a hierarquia.

Um gerente escandinavo, ou da Europa não latina, em ambiente diverso do seu, pode-se queixar de que todos o chamam de Sr. Diretor, ou Engenheiro, não contestam suas opiniões, não tomam a iniciativa, pedem aprovação para tudo…porém, se não o faz, irão considerá-lo fraco, sem postura, incompetente, não sabe gerenciar.

Um gerente em um modelo hierárquico nunca compartilharia seu espaço com ninguém, teria uma sala para si, com porta, e quanto mais alta sua posição, maior sua sala e sua tela de computador.

Mapa Cultural – decisão

Consensual: as decisões são tomadas em grupo, através de acordo unânime ou pelo menos consensado.

Top-down: as decisões são tomadas por indivíduos, geralmente o chefe.

Em uma cultura consensual, onde as decisões são feitas em grupo, leva-se mais tempo para tomar uma decisão. No entanto, por ser consensual, o processo de implantação da decisão é mais rápido. Por outro lado, estas decisões são mais rígidas, mais difíceis de mudar, o que às vezes é necessário em um mundo em constante evolução e mudança.

Nas estruturas em que o processo decisório é top-down, as decisões são mais rápidas, porém como não têm a total aderência do grupo, a implantação é mais demorada, ainda que favorável a mudanças.

Mapa Cultural – confiança

Baseado em tarefas: a confiança se estabelece através de atividades relacionadas com o negócio. As relações de trabalho se constroem e se abandonam facilmente, baseado na praticidade da situação. Se você faz um bom trabalho, de forma consistente, é confiável, então gosto de trabalhar com você, confio em você.

Baseado em relações: a confiança se constrói através do compartilhamento de mensagens, eventos sociais, brindes… As relações de trabalho se acumulam lentamente a longo prazo. Vi quem você é como pessoa, compartilhei algum empo pessoal com você, conheço bem quem confia em você, então confio em você.

Outra maneira de chamar os extremos desta escala é: Confiança Cognitiva e Confiança Afetiva. Os americanos, totalmente à esquerda nesta escala (baseados em tarefas) têm o hábito, pouco comum em culturas orientais e latinas, de fazer um almoço (no caso, um lanche) durante as reuniões. Outras culturas, baseadas em relações, preferem refeições longas, nas quais se fala sobre tudo, se conta piada, se descontrai, se ri, durante as quais constroem suas relações de confiança, no que parece aos americanos total perda de tempo.

Mapa Cultural – desacordo

Confronto: o desacordo e o debate são positivos para a equipe ou organização. A confrontação aberta é apropriada e não afetará negativamente a relação.

Evita o confronto: o desacordo e o debate são negativos para a equipe ou organização. A confrontação aberta é inapropriada e romperá a harmonia do grupo ou impactaá negativamente a relação.

A Europa Latina (notadamente Espanha e Itália) estão no extremo esquerdo desta escala: outras pessoas poderiam imaginar tratar-se de uma briga entre duas pessoas, quando estão apenas falando de futebol, e terminarão bebendo e rindo juntos.

Esta mesma atitude se reflete na participação em palestras e aulas: enquanto muitos palestrantes estabelecem prazos bem definidos para suas palestras, esperando que as perguntas venham disciplinadamente ao final, em uma plateia com italianos, argentinos e espanhóis, ficam doidos com as perguntas a todo instante, as quais NÃO representam uma ameaça, mas uma contribuição.

Mapa Cultural – tempo

Tempo linear: os passos de um projeto devem ser abordados de forma sequencial, completando uma tarefa, antes de começar a seguinte. Cada coisa à sua vez. Sem interrupções. O foco é o prazo final e o respeito à programação. Rapidez e boa organização prevalecem sobre flexibilidade.

Tempo flexível: os passos de um projeto são abordados de forma fluida, mudando conforme as oportunidades. Muitas coisas são executadas simultaneamente e interrupções são aceitas. O foco está na adaptabilidade e a flexibilidade se sobrepõe à organização.

As culturas de tempo linear se referem às questões relativas ao tempo com termos positivos ou negativos, como “tempo economizado”, “prazo perdido”, “o prazo está se esgotando”. Isto é típico de sociedades em que a Revolução Industrial esteve muito presente: quando um operário se atrasa, TODO o processo se atrasa.

Nos países em que o desenvolvimento ndustrial demorou mais, o tempo é referido de uma forma difusa e continuada: “já estou chegando”, “um instantinho”, “devagar também é pressa”.

Mapa Cultural – persuasão

Princípios: as pessoas foram treinadas para desenvolver primeiro a teoria antes de apresentar um fato, uma declaração ou uma opinião. Se dá preferência a começar um relatório ou apresentação construindo um argumento teórico antes de passar à conclusão. Os princípios conceituais subjacentes a cada situação são valorizados.

Aplicações: as pessoas são treinadas para começar com um fato, e depois agregar conceitos para explicar a conclusão. A preferência é começar um relatório, apresentação ou mensagem com um resumo executivo ou bullets. As discussões são abordadas de forma prática e concreta. Discussões teóricas ou filosóficas são evitadas em um contexto empresarial.

A distinção entre os extremos opostos desta escala são representados como o Why vs How, ou baseado em princípios = método dedutivo, e baseado em aplicações = Método indutivo.

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção. Toda semana, um artigo e um vídeo. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Clique aqui e cadastre-se para receber uma notificação por email sempre que um novo artigo for postado

Seu email não será utilizado por terceiros nem para envio de spam.

Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Publicidade

Liderança e Gestão

Planejamento de cenários – estratégia na incerteza

Comente Stonner 13.11.17
Gerenciamento de Projetos

O projeto como parte do negócio – PMBOK Guide sexta edição

Comente Stonner 06.11.17
Gerenciamento de Projetos

Lei de Parkinson – expansibilidade do trabalho

Comente Stonner 30.10.17
Gerenciamento de Projetos

Joint Confidence Level (JCL) – análise simultânea de custo e prazo

2 Comentários Stonner 23.10.17
Gestão da Manutenção

7 desperdícios da produção (Lean Manufacturing)

Comente Stonner 16.10.17

Gerenciamento de Projetos

MS-Project – Dicas e Pegadinhas (Tips & Tricks)

83 Comentários Stonner 28.04.13
Liderança e Gestão

Seis regras testadas para vencer discussões (Les Giblin)

61 Comentários Stonner 01.12.14
Gestão da Manutenção

O Planejamento de uma Parada de Manutenção – Parte 1

61 Comentários Stonner 05.05.13
Atualidades

O que o biquíni esconde e o custo das novas refinarias…

56 Comentários Stonner 17.04.13
Gerenciamento de Projetos

Metodologia FEL – Método dos Portões

44 Comentários Stonner 17.02.13

Bem-vindo ao novo

Blogtek

Seja notificado sempre que um novo conteúdo estiver disponível.

Loading...Loading...
Não se preocupe, não temos prática de enviar spam.
© 2013 - 2017 Blogtek.