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Manutenção Preventiva – determinação do intervalo ótimo

Stonner 5 Comentários 14.07.16 1237 Vizualizações Imprimir Enviar

Manutenção Preventiva – determinação do intervalo ótimo para intervenções preventivas: já publicamos aqui no Blogtek diversos artigos sobre Manutenção, tais como  Manutenção Preventiva e Preditiva – 8 passos para a implantação, Os pilares da Manutenção Centrada na Confiabilidade e Manutenção Preventiva e Preditiva – características e benefícios. Hoje iremos ver como se determina o prazo ótimo para a realização de intervenções preventivas. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Manutenção Preventiva – conceitos

Na evolução da Função Manutenção, a qual começou com a Manutenção Corretiva, surgiram a Manutenção Preventiva (Time Based Maintenance), a Manutenção Preditiva (Condition Based Maintenance) e recentemente a Manutenção Detectiva. É engano supor que uma seja “melhor” que a outra. Há características diferentes, e é justamente escopo da Engenharia de Manutenção definir qual melhor estratégia de manutenção para cada equipamento.

No caso da Manutenção Preventiva, é importante observar que ela se presta melhor a equipamentos que tem uma vida útil, um prazo médio entre falhas (MTBF – Mean Time Between Failures) relativamente constante. E, baseado nisto, devemos buscar identificar o prazo ótimo para realização das intervenções preventivas, considerando o fator custo.

Manutenção Preventiva – avaliação de custos

Evidentemente, ao estendermos o prazo para a realização de manutenção preventiva, o custo desta manutenção se dilui ao longo do tempo, conforme vemos no gráfico abaixo:

Manutenção Preventiva - custos da preventiva

Manutenção Preventiva – custos da preventiva

Porém, à medida em que este prazo é estendido, aumenta a probabilidade de termos necessidade de realizarmos manutenções corretivas, portanto a evolução de custos das intervenções corretivas tem o aspecto do gráfico:

Manutenção Preventiva - custos da corretiva

Manutenção Preventiva – custos da corretiva

Considerando ambas as curvas, pode-se plotar a curva do custo total, e perceber que esta curva tem um mínimo (um ponto de custo mínimo) o qual corresponde ao intervalo ótimo para a realização da manutenção preventiva:

Manutenção Preventiva - intervalo ótimo

Manutenção Preventiva – intervalo ótimo

Manutenção Preventiva – cálculo do intervalo ótimo

Graficamente, a coisa é bem clara. Evidentemente, resta saber como operacionalizar a determinação deste ponto ótimo.

Cabe aqui um registro preliminar: para iniciar a implementação da Engenharia de Manutenção, há que ter registros e dados acerca dos equipamentos e de sua manutenção. Dados tais como Tempo médio entre falhas (MTBF), Tempo médio para reparos (MTTR), causas das falhas, custo de manutenção corretiva, custos da manutenção preventiva, são fundamentais. Obviamente, estes dados só estarão disponíveis ao longo de certo tempo, então, se a organização ou empresa em que você trabalha não tem estes dados, haverá um inevitável prazo a transcorrer, fazendo os registros pertinentes, para que então se possa começar a implementar os conceitos de Engenharia de Manutenção.

Outro aspecto a considerar é que a Matemática envolvida nestas determinações é complicada, fugindo aos propósitos aqui do Blogtek, pois requer conhecimentos estatísticos de distribuição de Weibull, entre outros conceitos. Para quem quiser se aprofundar no assunto, há disponível na Internet (clique aqui) uma apresentação do saudoso professor Eduardo Seixas, uma das maiores autoridades em Confiabilidade e Manutenção, foi professor em todas as turmas do MBA Engenharia de Manutenção, na UFRJ.

Para aplicações mais frequentes e complexas, é recomendado o uso de algum sistema informatizado, algus deles disponibilizados pela Reliasoft, da qual o eng. Eduardo Seixas era consultor.

Estaremos postando semanalmente um artigo e um vídeo sobre tópicos de Liderança e Gestão, Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Marcos de Paula

    Parabéns pelo artigo Stonner!! Muito bom e esclarecedor.
    Trabalho na área de Engenharia de Manutenção de uma empresa área. Não por isso, gosto deste tema e estou procurando me aprofundar mais. Seus artigos têm sido de grande valia, pois apresenta de forma simples os conceitos de manutenção.

  • Fico muito feliz com seu feedback, Marcos!!!

  • Rodolfo Stonner

    Obrigado, Marcos!

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  • Pingback: Dicas e Pegadinhas da Manutenção - blogtek.com.br()

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