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Manutenção Centrada na Confiabilidade – 4

Stonner 6 Comentários 20.04.14 2849 Vizualizações Imprimir Enviar

Manutenção Centrada na Confiabilidade – continuamos hoje a série de artigos ilustrando os 15 princípios que John Moubray estabeleceu, os quais revolucionaram a visão da Manutenção, mostrando a importância do equilíbrio adequado entre Manutenção Corretiva, Preventiva e Preditiva. Leia a parte 1, a parte 2 e a parte 3 desta sequência de artigos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Manutenção Centrada na Confiabilidade – Princípio 9

Visão Tradicional:  Incidentes sérios e/ou acidentes catastróficos que envolvem múltiplos equipamentos são usualmente imprevisíveis, frutos de “má sorte” ou “atos de Deus (acts of God)”, e portanto não são administráveis.

Visão da MCC: A probabilidade de uma falha múltipla é uma variável administrável, principalmente em sistemas monitorados e protegidos.

Recentemente foram desenvolvidas ferramentas poderosas, tais como Avaliação Qualitativa e Quantitativa de Riscos, FMEA (Análise de Modo e Efeito da Falha), FMECA (Análise de Modo, Efeito e Criticalidade da Falha), Hazop (Hazard Operability), que auxiliam na análise da probabilidade acumulada de falhas e riscos globais inerentes aos sistemas complexos.

Manutenção Centrada na Confiabilidade – Princípio 10

Visão Tradicional:  O modo mais rápido e seguro de melhorar o desempenho de uma plnta existente “não confiável” é melhorar o projeto.

Visão da MCC: É quase sempre mais efetivo tentar melhorar o desempenho de um planta “não confiável” melhorando a Operação e a Manutenção, e apenas revisar o projeto se as melhorias na Operação e Manutenção não lograrem o desempenho requerido.

  • A maioria das modificações de projeto levam de seis meses a um ano da concepção à implementação. A Manutenção já existe hoje, e já tem que conviver com os problemas atualmente existentes.
  • Há mais modificações aparentemente possíveis do que realmente exequíveis.
  • Não há garantias de que as novas instalações ou projetos trgam as melhorias desejadas, ou que não tragam problemas novos e desconhecidos.

Manutenção Centrada na Confiabilidade – Princípio 11

Visão Tradicional:  Devem ser desenvolvidas políticas genéricas de Manutenção para a maioria dos ativos fixos (instalações industriais).

Visão da MCC: Políticas genéricas de Manutenção devem ser aplicadas apenas para ativos fixos (instalações / equipamentos industriais) idênticos, cujas funções, contexto operacional e padrões de desempenho iguais.

  • Funções: um mesmo equipamento pode desempenhar diferentes funções em diferentes instalações, e portanto terão diferentes padrões de manutenção.
  • Modos de Falha: equipamentos idênticos operando em condições distintas tem diferentes modos de falha (bombas bombeando fluidos mais corrosivos ou abrasivos, ambiente úmido, ambiente empoeirado).
  • Consequências da Falha: consequências diferentes de falhas requerem estratégias distintas de manutenção.
Manutenção Centrada na Confiabilidade - diferentes consequências de falhas

Manutenção Centrada na Confiabilidade – diferentes consequências de falhas

 

Manutenção Centrada na Confiabilidade – Princípio 12

Visão Tradicional:  As políticas de Manutenção devem ser formuladas e desenvolvidas por Gerentes e Engenheiros, e os cronogramas e programas de manutenção devem ser planejados por especialistas.

Visão da MCC: As políticas de Manutenção devem ser formuladas pelas pessoas mais próximas das instalações (chão de fábrica), e o papel da gerência é identificar as ferramentas mais adequadas para formalizar e operacionalizar as sugestões e encaminhamentos, ajudar a tomar as decisões corretas e garantir sua exequibilidade.

  • Validade técnica: os planejadores que elaboram os cronogramas e programas de Manutenção usualmente não conhecem bem os equipamentos e suas peculiaridades; portanto, este planejamento é normalmente visto como inadequado ou incorreto (“o papel aceita tudo”)
  • Falta de compromisso: as pessoas do “chão de fábrica” não tem compromisso com o planejamento; a melhor maneira de envolve-los, criar comprometimento, é fazê-los participarem do planejamento, e treinando-os em técnicas de planejamento.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • Sérgio Santiago

    No artigo 1 Manutenção Centrada na Confiabilidade foi comentado sobre os 15 princípios que John Moubray estabeleceu, os quais revolucionaram a visão da Manutenção, mostrando a importância do equilíbrio adequado entre Manutenção Corretiva, Preventiva e Preditiva.
    Li os quatro artigos, muito interessantes, onde aborda 12 princípios. Quais seriam os outros quatro princípios. Seria possível disponibilizar?
    Parabéns pelo excelente trabalho e antecipadamente agradeço!
    Atenciosamente,

    Sérgio Santiago

  • De fato, Sérgio, faltam os princípios remanescentes…publicarei breve!

  • Sérgio Santiago

    Obrigado pela atenção.

    Atenciosamente,

    Sérgio Santiago

  • Fabio

    Parabéns pelo blog. Está cada vez mais difícil de achar sites com conteúdos interessantes e bem explicados. Vou visitar com frequência.

  • Seja muito bem vindo, Fábio. Conto com seus comentários e sugestões.

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