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Manutenção Centrada na Confiabilidade – 3

Stonner 6 Comentários 12.03.14 3692 Vizualizações Imprimir Enviar

Manutenção Centrada na Confiabilidade – continuamos hoje a série de artigos ilustrando os 15 princípios que John Moubray estabeleceu, os quais revolucionaram a visão da Manutenção, mostrando a importância do equilíbrio adequado entre Manutenção Corretiva, Preventiva e Preditiva. Leia a parte 1 e a parte 2 desta sequência de artigos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Manutenção Centrada na Confiabilidade – Princípio 7

Visão Tradicional:  A frequência de intervenções de manutenção deve ser baseada na frequência de falhas ou a criticidade do item.

Visão da MCC: A frequência de intervenções de manutenção deve ser baseada no período de desenvolvimento da falha (também conhecido como intervalo P-F)

A Manutenção Preditiva, também denominada Manutenção sob Condição, só se tornou possível com o advento do monitoramento dos parâmetros de interesse (vibração, temperatura, ruído, análise metalográfica dos óleos lubrificantes, etc.). Vem daí a ideia de que a Manutenção Preditiva é a melhor solução em qualquer situação. Não é. E não é baseado apenas em custos (muitos equipamentos ou instrumentos de monitoramento são caros) que chegamos a esta conclusão. Muitas vezes, a Manutenção Preditiva não é eficaz. Por quê?

As falhas de um equipamento não ocorrem de imediato. São precedidas por alguns sintomas, como ilustra a figura abaixo:

Manutenção Centrada na Confiabilidade - o intervalo de evolução da falha

Manutenção Centrada na Confiabilidade – o intervalo de evolução da falha

Observe que, por exemplo, se o intervalo entre a falha detectável e a falha propriamente dita for de 3 dias, e a variável monitorada for medida semanalmente, podemos fazer um monitoramento hoje, e o intervalo de 3 dias começar amanhã, portanto o equipamento virá falhar antes do próximo monitoramento.

Portanto, o intervalo entre as intervenções de monitoramento de condições deve ser menor do que o período de desenvolvimento da falha.

Por exemplo, se estivermos monitorando o teor de metais no óleo lubrificante, e o intervalo entre a detectabilidade da falha e a falha propriamente dita for de um mês, e a análise de óleo lubrificante for realizado semanalmente, certamente a falha potencial será detectda a tempo de realizar uma intervenção de manutenção para repor a condição original.

Manutenção Centrada na Confiabilidade – Princípio 8

Visão Tradicional:  Quando ambas são tecnicamente aplicáveis, substituições/reparos em intervalos definidos (Manutenção Preventiva, ou Manutenção baseada no Tempo) são usualmente mais baratas e efetivas do que a Manutenção Preditiva (Manutenção baseada na Condição).

Visão da MCC: Quando ambas são tecnicamente aplicáveis, a Manutenção Preditiva é quase sempre mais barata e efetiva do que a Manutenção Preventiva.

Muitos países especificam uma profundidade mínima para a profundidade dos sulcos dos pneus (por exemplo, 2 mm). Se a profundidade fica menor do que 2 mm (pneu ficando “careca”) os pneus devem ser trocados.

O gráfico a seguir mostra dados hipotéticos de falha dos pneus de uma frota de automóveis, o qual mostra que a maioria das falhas ocorre entre 30.000 milhas e 50.000 milhas. Ao estipular, por exemplo, 40.000 milhas como a rodagem necessária para fazer a troca, em muitos casos estaremos fora da norma legal. Por outro lado, se a troca é feita após 30.000 milhas, perde-se potencialmente 20.000 milhas de vida útil.

Manutenção Centrada na Confiabilidade - desgaste dos pneus

Manutenção Centrada na Confiabilidade – desgaste dos pneus

A medição de profundidade do sulco é uma medida preditiva fácil e rápida, e pode ser facilmente feita com intervalos de 2.000 milhas.

Medidas preventivas devem portanto ser consideradas, pois:

  • Podem frequentemente ser executadas sem interrupção da produção;
  • Podem facilmente identificar falhas potenciais para implantar medidas corretivas;
  • Permitem aproveitamento quase integral da vida útil.

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  • Intervalos A u b u c
  • O QUE DISSE NEMÉSIO DE SOUSA SOBRE A MANUTENÇAO PREDITIVA

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • José Ribamar Pereira de Souza

    Gostaria de receber

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  • Alberto Costa Silva

    Primeiramente quero parabenizá-lo pela mais que nobre iniciativa em compartilhar seus conhecimentos e experiências de bom grado.
    Sou Técnico de Operação na Petrobras desde 2008 (cedido a PBIO/UBC em Candeias). Me formei Engenharia Mecânica pela UFBA em 2013 e por pouco não almejei melhor classificação no último concurso para Engenheiro de Equipamentos (bateu na trave); mas a jornada continua.
    Conhecendo seu blog, despertou em mim o interesse na área de Manutenção. Daí, já me matriculei no Senai Cimatec para a especialização de Gestão da Manutenção, e já estou mirando em sequência a de Engenharia de Confiabilidade. Espero continuar tirando proveito de suas matérias e dicas.

  • Obrigado, Alberto, e desculpe pela demora na resposta!

  • Reginaldo Luciano

    Muito bom.Você tem livros publicados nestes assuntos?

  • Não, Reginaldo, ainda não tive tempo…rsrsrsrsrsrs

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