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Lei de Parkinson – expansibilidade do trabalho

Stonner Comente 30.10.17 467 Vizualizações Imprimir Enviar

Lei de Parkinson – expansibilidade do trabalho: há algum tempo publicamos aqui no Blogtek um artigo sobre o conceito de Corrente Crítica, desenvolvido por Elijah Goldratt. Dentre os conceitos que alicerçam a Corrente Crítica, está a Lei de Parkinson, sobre a qual iremos discorrer neste post. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Lei de Parkinson – expansibilidade do trabalho: conceito

Cyril Parkinson foi um historiador naval britânico, e autor de mais de 60 livros. Quando professor em Cingapura, em 1955, promulgou, inicialmente de forma humorística e satírica, em um artigo para a revista “The Economist”, aquilo que viria a ser chamado de Lei de Parkinson: “O trabalho se expande até preencher todo o tempo disponível para a sua execução”.

O tema alcançou popularidade, e em 1957 Parkinson escreveu dois livros sobre o tema, denominados: “A Lei de Parkinson e outros estudos sobre administração”, e “A Lei de Parkinson, ou a busca pelo progresso”.

Lei de Parkinson

Lei de Parkinson

A Lei de Parkinson se tornou tão popular que surgiram desdobramentos e corolários desta lei, tal como “O custo de uma obra se expande até consumir todo orçamento disponível” (na realidade, até ultrapassar o orçamento disponível – comentário do Stonner). Uma outra forma de expressar a Lei de Parkinson, formulada pelo próprio, é: “O homem mais ocupado é o que tem mais tempo livre”. Há também, como corolário, a Lei da Trivialidade: “O tempo gasto em qualquer item de uma agenda é inversamente proporcional ao custo envolvido”, lei que Parkinson elaborou a partir da observação de que o Conselho Municipal de Cingapura levou seis horas para definir a contratação de uma pessoa para trabalhos na área de gás público, e dois minutos e meio para aprovar um orçamento de 100 milhões de dólares.

Lei de Parkinson – expansibilidade do trabalho: sério ou brincadeira?

Ainda que inicialmente tenha surgido sob forma satírica, os efeitos da Lei de Parkinson são facilmente comprovados. Por exemplo, em uma Parada de Manutenção (ou em um projeto), quando há diferentes empresas atuando em diversas frentes de trabalho, os gestores de cada empresa sempre procuram descobrir a quantas anda o cronograma alheio, e, quando uma se atrasa, a duração das atividades das demais, ainda que estivessem adiantadas, se expandirão até ocupar o prazo adicional que foi “disponibilizado”. Costumamos dizer, de forma jocosa, que cada empresa procura a sombra de uma frondosa árvore para abrigar-se.

E por que ocorre a Lei de Parkinson? Podemos afirmar que quanto menos tempo alguém tem para realizar uma tarefa, menos ela distrair-se com outros aspectos. Haverá a tendência de focar na tarefa, sem desperdício de tempo. Isto é particularmente notado nas tarefas “soft”, administrativas e intelectuais, ao contrário das tarefas “hard”, de execução, onde há índices para monitorar e controlar o desempenho (metros lineares de solda, metros cúbicos de concreto, metros quadrados de pintura). Por exemplo, na fase conceitual de um projeto de engenharia de processo, havendo tempo disponível, o executante da atividade buscará rodar uma planta piloto, para estudar possíveis variações e otimizações de processo, enquanto que, havendo menos tempo disponível, recorrerá a soluções padronizadas.

Lei de Parkinson – expansibilidade do trabalho: impactos

O conceito de Corrente Crítica considera que, já que existe a Lei de Parkinson, que as atividades alocadas em um cronograma devem ter seu prazo estimado em função de seus recursos e complexidade, SEM FOLGAS. Ao invés de associar um tempo de folga para cada atividade, Goldratt recomenda que estas possíveis folgas ao longo de um trecho da corrente crítica sejam somadas, e 50% deste valor seja adicionado ao final do trecho, como forma de 1) diminuir o conforto da folga (tomando 50% do valor), e 2) fazer com que a folga (aí chamada de buffer), seja compartilhada por todos, o que leva a uma utilização mais responsável desta folga por cada um dos executantes.

Estamos sempre publicando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, envolvendo a Gestão do Conhecimento. Toda semana, um artigo e um vídeo. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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