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Jornada do Herói – o roteiro dos autores pode ajudar na gestão?

Stonner Comente 09.10.17 689 Vizualizações Imprimir Enviar

Jornada do Herói – em 1949, Joseph Campbell, um estudioso americano de religiões e mitologia, lançou o livro “O herói de mil faces”, em que descreve a Jornada do Herói, até hoje usado como referência por escritores e roteiristas. Ora, o que isto tem a ver com GESTÃO? É o que você irá ver neste artigo. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Jornada do Herói – conceitos

Muitas vezes, ao assistir um filme, ler um livro, você já antecipa algumas passagens… não com detalhes, cada história tem suas próprias características, mas você sabe que o herói vai ter uma decepção, surgirá alguém para ajuda-lo, orientá-lo, depois ele irá sofrer ainda bastante, para depois triunfar em um cenário idílico ou épico…

Se já sabemos de tudo isto, por que a história nos prende tanto? Antes de mais nada, porque conforme mencionado cada história tem suas características, seus cenários, suas motivações…, mas também porque há uma sequência a qual através dos séculos vêm dando certo, e que os roteiristas, escritores e contadores de história sabem, dominam e utilizam.

Jornada do herói

Jornada do Herói

Porém, voltando à pergunta inicial, o que tem isto a ver com Liderança e Gestão?

Porque nós, gestores, líderes, administradores, queremos levar nossas equipes a grandes feitos e conquistas. Quando queremos vencer uma grande dificuldade, transpor uma imensa barreira, vencer um desafio novo e desconhecido, não precisamos motivar nossa equipe? Você já ouviu falar de “story telling”? E certamente já ouviu que esta é uma forma de engajamento do público, ou ainda, de sua equipe.

Jornada do Herói – as etapas

Joseph Campbell identificou, ao pesquisar centenas de histórias, contos, romances, épicos religiosos ou da mitologia, 12 etapas as quais ele denominou os doze passos do herói. Alguns destes passos podem ser eliminados, conforme as circunstâncias. Segue o nome de cada passo, com sua descrição, e possíveis associações a usar em um processo de liderar sua equipe em direção a uma meta.

1- Mundo Comum: o mundo rotineiro e cotidiano em que vive o herói; consciência limitada de um problema.

Mundo corporativo: o trabalho do escritório, a rotina da manutenção.

2- O chamado para a aventura: a rotina é quebrada por um fato novo; surge um desafio ou uma aventura; há o aumento da consciência.

Mundo corporativo: um novo projeto se inicia, uma nova estratégia de manutenção será implantada.

3- Recusa ao chamado: o nosso herói prefere manter-se em sua vida sossegada; reluta em agir.

Mundo Corporativo: isto não vai dar certo; não é assim que fazemos; pra quê inventar?

4- Encontro com o mentor: surge alguém para orientar, inspirar (não é o chefe!!); o mentor ensina, treina, dá o exemplo; superação da relutância.

Mundo corporativo: alguém de fora faz uma palestra instigadora, motivadora; mostra o benchmarking; pode ser até um consultor!

5- Cruzamento do limiar: o herói sai da situação de conforto e topa encarar o desafio; comprometimento com a mudança;

Mundo corporativo: sua equipe se entusiasma com o novo projeto; Operação e Manutenção já sonham com os melhores resultados que a nova estratégia trará.

6- Testes, aliados e inimigos: é a parte mais longa, é o cerne da ação; encontra amigos, passa por dificuldades, inimigos o desafiam.

Mundo corporativo: é onde você, o líder, tem que estimular sua equipe. Sua equipe estará passando pelas dificuldades inerentes ao novo desafio (novo projeto, nova estratégia de manutenção, etc.) e você tem que identificar as dificuldades pelas quais a equipe passa, prover apoio, buscar reforços…

7- Aproximação do objetivo: o objetivo fica mais próximo, porém as dificuldades aumentam muito, tornando-se quase intransponíveis.

Mundo corporativo: as mudanças foram implantadas, porém há alguns reveses. Você, enquanto líder, deve estar próximo para dar suporte, mostrar que derrotas e reveses fazem parte da luta.

8- Provação: é o auge da mudança, é a maior crise.

Mundo corporativo: apesar dos planos e mudanças implantados, há uma grande crise. O cliente faz exigências absurdas, os custos do projeto alçam voo, o prazo final fica impossível. Apesar do excelente plano de manutenção preditiva, ocorre uma falha que pode pôr tudo a perder.

9- Recompensa: compensação pelo esforço, depois de derrotas e vitórias.

Mundo corporativo: sua estratégia trouxe resultados. O projeto decolou, cumpriu com seus objetivos, a implantação do Plano de manutenção deu certo e a planta tem maior confiabilidade, os lucros aumentam…

10- Estrada de volta: o herói volta ao seu lugar de origem. É normalmente a parte mais curta da narrativa, é mais para preparar para o desfecho romântico e emotivo…

Mundo corporativo: em muitos roteiros, livros e contos esta parte é omitida. Assim pode ser também na vida empresarial: não há necessidade de voltar ao “status” anterior para poder ver a diferença, o antes e o depois…na realidade, o estado anterior é algo que não se deseja mais…

11- Ressurreição: pode ser mais um problema que surge, para que o herói mostre sua vitória absoluta.

Mundo corporativo: pode ser mais um evento que aparentemente comprometa o resultado implantado, o qual será superado e o sucesso de sua estratégia definitivamente obtido. Nem sempre ocorre.

12- O retorno: o herói está de volta a seu mundo, mas ele já não é mais o mesmo. Nem o mundo que deixou é o mesmo…tudo se transformou!

Mundo corporativo: um vislumbre de como está a sua organização depois da luta de toda a sua equipe (o herói). A sensação de tranquilidade, vitória, satisfação… sua equipe (o herói) é vista de forma totalmente distinta!

Jornada do Herói – seu papel como gestor

Note que neste artigo queremos que o gestor, o líder, empregue este roteiro para estimular a sua equipe. Então, é necessário perceber que nem todos os passos ocorrem sob seu comando. Há eventos fortuitos, ao acaso. Mas, naqueles em que o gestor tem atuação, não deixe de cumprir seu papel! Principalmente nos passos 4, 6, 7, 9 e 12.

Estamos sempre buscando dicas e sugestões para Gerenciamento, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, envolvendo a Gestão do Conhecimento. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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