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Guia de uso das ferramentas de análise de riscos

Stonner 6 Comentários 04.08.14 14243 Vizualizações Imprimir Enviar

Gestão de riscos: guia de uso das ferramentas de análise de riscos. Vimos recentemente aqui no Blogtek uma relação descritiva e sucinta das principais ferramentas de análise de risco disponíveis, e suas principais características. É importante saber para que situações cada uma destas ferramentas é mais adequada.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Ferramentas de Análise de Riscos – as questões fundamentais

No artigo Gestão de Riscos – questões fundamentais, recentemente publicado aqui no Blogtek, apresentamos as principais questões pertinentes à Gestão do Risco. Conhecer estas questões é importante para identificar qual ferramenta utilizar, uma vez que cada ferramenta tem características específicas, que a tornam mais indicada para determinados momentos da análise.

  • O que pode ocorrer de indesejado?
  • Por que aconteceu este evento indesejado?
  • Qual a probabilidade de ocorrência deste evento indesejado?
  • Quais são os impactos deste evento indesejado?
  • Qual o risco (probabilidade x impacto) deste evento indesejado?
  • Como se pode detectar este evento indesejado?
  • Como categorizar e priorizar os eventos indesejados?
  • Quais são as medidas de prevenção contra este evento indesejado?
  • Quais são as medidas de correção para este efeito indesejado?
  • Qual a amplitude de alcance deste evento indesejado?
  • Como reduzir os riscos, e seus efeitos?

Muitas destas questões são voltadas para os riscos tais como habitualmente conhecidos, ou seja, os riscos de SMS (Segurança, Meio Ambiente, Saúde); porém, muitas destas questões, e ferramentas utilizadas pra esta análise, são aplicáveis também, com adaptações, a gestão de riscos em projetos.

 Ferramentas de Análise de Riscos – quadro resumo

 Iremos aqui abordar algumas das ferramentas mais utilizadas, notadamente:

A utilização de cada uma delas está apresentada neste quadro resumo, o qual detalharemos a seguir:

Guia de uso das ferramentas de análise de risco

Guia de uso das ferramentas de análise de risco

Guia de uso das Ferramentas de Análise de Risco – como e quando usar cada uma

What if é uma técnica extremamente simples, de aspecto geral, que permite a uma equipe imaginar diversas situações de risco, e o que poderia causar cada uma destas situações, baseado em perguntas do “ E se (What if) a pressão no vaso subir demasiadamente?”. Portanto, é uma excelente ferramenta para a Identificação de Perigos Genéricos e para a Identificação de Causas Básicas para riscos genéricos. Possivelmente, meios de prevenção podem ser já detectados na aplicação desta ferramenta, porém seu viés primordial é a identificação de riscos.

Análise Preliminar de Perigos: identificados os riscos, de forma genérica, através da ferramenta What if, a APP permite listar os riscos, correlacionando-os com possíveis causas e consequências, e estipular medidas de prevenção, correção, detecção ou controle das situações de risco. Portanto, é uma ferramenta que permite também a identificação de causas básicas para riscos genéricos, e para estabelecer Propostas de medidas para diminuir os riscos.

5 por quês: as causas apontadas como geradoras de risco são efetivamente as causas básicas, ou seja, aquela que uma vez tratada, removida, impedirá o surgimento do problema ou da situação de risco? Para um determinado risco (específico), é feita a pergunta Por quê, por exemplo, “Por quê houve o transbordamento do tanque?” e esta pergunta é repetida algumas vezes (usualmente com 5 perguntas chega-se à causa básica, porém este número não é mandatório!) até chegar a causa básica. Trata-se portanto de ferramenta a ser utilizada para a Identificação de Causas Básicas para riscos específicos.

Diagrama de Ishikawa: também chamado de diagrama de causa e efeito, ou diagrama espinha de peixe, já foi abordado aqui no artigo Identificar os Riscos. Busca, a partir de um risco específico, identificar a causa básica através de um diagrama, categorizando as possíveis causas dentre os chamados “6 M’s”: Máquina, Material, Meio ambiente, Método, Mão de Obra, Medida. Portanto, é também uma ferramenta adequada para a Identificação de Causas Básicas para riscos específicos.

Diagrama de Causa e Efeito, com os 6 "M"s

Diagrama de Causa e Efeito, com os 6 “M”s

Matriz de Risco: cada situação de risco tem possíveis consequências, e probabilidade de ocorrência. Conjugar estes dois fatores de forma a Categorizar e Priorizar os Riscos é o fundamento principal da Matriz de Riscos. Matriz de Riscos já foi abordada no artigo Análise Qualitativa de Riscos.

Matriz de Probabilidade e Impacto (exemplo)

Matriz de Probabilidade e Impacto (exemplo)

FMEA / FMECA (Análise de Modos de Falha e Efeitos / Análise de Modos de Falha, Criticidade e Efeitos): estas ferramentas, as quais serão breve objeto de artigo detalhado aqui no Blogtek, são aplicáveis para a Identificação de Causas Básicas para riscos genéricos em componentes de um sistema (ou seja, o sistema é analisado de forma bottom-up, ou seja, a partir de seus componentes), e para cada um dos riscos tratados, busca-se identificar ações preventivas ou corretivas, como Propostas de medidas para diminuir os riscos.

HAZOP (Hazard Operability): apesar da metodologia diferente da ferramenta FMEA/FMECA, algumas características são similares: é também uma ferramenta utilizada para a Identificação de Causas Básicas para riscos genéricos ao longo de um processo, e para cada um dos riscos identificados, são Propostas de medidas para diminuir os riscos. Enquanto FMEA/FMECA são tipicamente utilizados para equipamentos, o HAZOP (que também será objeto de futuro artigo detalhado aqui no Blogtek) é mais utilizado em processo (o próprio nome já caracteriza este viés, ao mencionar “operabilidade”).

Árvore de Falhas: esta ferramenta, a qual também será objeto de futuro artigo, tem uma estrutura oposta à da ferramenta FMEA/FMECA, porque parte de um evento topo (top down), buscando identificar a(s) causa(s) básica(s), inclusive identificando, através de diagramação lógica e álgebra booleana, a interdependência entra possíveis causas. Trata-se de excelente ferramenta para a Identificação de Causas Básicas para riscos específicos.

Checklists: identificados os riscos, avaliadas as medidas corretivas, preventivas, mitigadoras ou de controle, é preciso certificar-se de que estas medidas efetivamente foram implementadas. O Checklist é a ferramenta padrão para Identificar desvios relativos a boas práticas.

Breve, publicaremos outros artigos sobre a Gestão e Análise de Riscos. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

 

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Mosquim

    Caro Rodolfo, amigos/as

    Artigo muito interessante. Tomo a liberdade de sugerir mais algumas ferramentas:
    Árvore de Decisão
    Análise Preliminar de Riscos
    Método PERT
    Simulações de Monte Carlo
    Teoria da Restrições
    Matriz SWOT
    HAZOP

    Dessas, considero como mais completas, as Simulações de Monte Carlo e Hazop.

    abs

  • Obrigado, Moschin!!! Árvore de decisão já publiquei a respeito, assim como Análise Preliminar de Riscos, Matriz SWOT. Simulações de Monte Carlo está no forno…e HAZOP já está escrito, aguardando publicação breve.

  • Jose Geraldo

    Muito útil !!!

    Sds,

    Jose Geraldo

  • Valeu, José Geraldo, bem vindo ao Blogtek!

  • Ana Paula Soares

    Olá,

    Muito bom o seu artigo!
    Gostaria de saber se foi utilizado alguma bibliografia para a escrita dele.
    Me interessei especificamente na tabela “Guia de uso das ferramentas de análise de risco”

  • Olá, Ana Paula! Não utilizei nenhuma literatura específica. Como já participei de muitos grupos de trabalho de análise de eventos (incidentes, acidentes), já utilizei muitas ferramentas de análise de risco, e, percebendo as diferentes características, e as dificuldades que temos em selecioná-las adequadamente, resolvi fazer este roteiro. Fico feliz em saber que lhe foi útil!

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