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O Gerente de Projetos preguiçoso – Peter Taylor

Stonner 5 Comentários 26.01.15 4024 Vizualizações Imprimir Enviar

O Gerente de Projetos preguiçoso – aproveitando este recesso de final de ano, em que de maneira geral diminuem os acessos, dediquei-me à leitura, e um dos livros que li, recomendado pelo colega da Petrobras, o engenheiro Cazarotti, foi “O Gerente de Projetos preguiçoso”, de autoria de Peter Taylor, com subtítulo “Como ser duas vezes mais produtivo e ainda assim sair mais cedo do escritório”.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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O gerente de projetos preguiçoso – Visão geral

Me chamou a atenção neste livro (http://www.amazon.com/gerente-projeto-pregui%C3%A7oso-Portuguese-Edition-ebook/dp/B009HR51E2 – edição Kindle) o antagonismo entre nossa visão habitual, de trabalhar até tarde, em casa, em fins de semana, e a proposta do livro. De fato, de minha experiência trabalhando quatro anos nos Estados Unidos, lá não há este afã tão grande pelo trabalho extra. Em nossa cultura gerencial, quando estamos trabalhando em um projeto, é habitual ficarmos até mais tarde, e quando temos que sair no horário NORMAL, nos justificamos acabrunhadamente que iremos sair CEDO.

Evidentemente, o autor não advoga a simples preguiça, o chamado “dolce far niente” (o doce nada fazer). Pelo contrário, o autor estimula que se trabalhe de forma produtiva. Segundo suas próprias palavras:

Preguiça não significa estupidez.

Não, o que quero dizer é que devemos adotar uma abordagem mais focada em gestão de projetos e enfatizar nossos esforços onde realmente importa, ao invés de ficar correndo de um lado para o outro, envolvendo-nos em atividades que não são críticas e sem importância, ou que qualquer outra pessoa possa executar melhor, ou mesmo em atividades que não deveríamos interferir ou nos ocupar, dependendo do caso.

O gerente de projetos preguiçoso – o general prussiano

Peter Taylor nos traz um bem humorado exemplo, oriundo das ideias de um general prussiano do século XIX, o general Moltke. Sem a necessidade de ser “politicamente correto”, o general dividia seus oficiais entre “inteligentes” e “não inteligentes”, e “diligentes” e “preguiçosos”, construindo o quadrante ilustrado a seguir:

Os quadrantes, em função da Inteligência e Preguiça

Os quadrantes, em função da Inteligência e Preguiça

Então, a partir deste quadro, classificou os seus oficiais como:

A – mentalmente amorfos e fisicamente preguiçosos, aos quais se devem atribuir tarefas simples, rotineiras e sem desafios. Se não gerarem nenhuma ideia brilhante, pelo menos estarão cumprindo suas tarefas e não causando estorvos à organização.

B – mentalmente brilhantes e fisicamente ativos, os quais frequentemente são obcecados pelo micro gerenciamento, e, portanto, seriam líderes medíocres. São importantes para assegurar que as ordens sejam cumpridas, em todos os detalhes.

C – mentalmente amorfos e fisicamente ativos: eram considerados pelo General Moltke como perigosos, exigindo constante supervisão. Poderiam criar problemas (pela deficiência intelectiva) com grande rapidez (pela alta atividade), o que os tornam uma sobrecarga para as instâncias superiores.

D – mentalmente brilhantes e fisicamente preguiçosos: espertos o suficiente para detectarem o que deve ser feito, e preguiçosos o bastante para encontrar o meio mais fácil de realizar a atividade. São os que utilizam os recursos da forma mais efetiva.

O gerente de projetos preguiçoso – o ambiente de projetos

Peter Taylor não advoga a preguiça em todos os instantes. O seu conceito de preguiça produtiva estabelece que o início dos projetos, em que tudo deve ser definido e encaminhado, é uma fase de intenso trabalho, mesmo para o “gerente de projetos preguiçoso”.

Uma vez estabelecidas as diretrizes, formada a equipe, atribuídas as tarefas, o gerente de projeto pode ser preguiçoso. É a fase de maior trabalho… para os outros!

Ao final do projeto, quando deve se certificar que todos os requisitos do projeto foram cumpridos, mais uma vez o gerente de projetos, ainda que preguiçoso, deve trabalhar com afinco.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Lauriston Brey

    Herr Stonner!
    Impressionante a abordagem do artigo.
    Desejo enfatizar o quadro apresentado, que apesar do humor apresentado e da simplicidade do julgamento, é sem dúvida, semelhante a realidade. E nós, de alguma forma estamos inserido em algum quadrante.
    Aguardo os demais artigos.
    Saudações

    Lauriston

  • otavio mattos

    Muito bom o artigo!
    Seu blog é um exemplo de simplicidade e excelente conteúdo.
    Parabéns.

  • Dilma

    Olá

    Já anotei na whishlist.. parece muito interessante
    obrigada professor

  • Obrigado, Lauriston! Seja bem vindo ao Blogtek!

  • Muito obrigado, Otávio! Bem vindo!

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