Foco em seus Pontos Fortes

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Por | 25 de jan de 2013 às 18:47

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Foco em seus Pontos Fortes

Resumo:

Ao contrário da visão da maioria dos gerentes de Recursos Humanos, o treinamento da força de trabalho deve focar os pontos fortes dos colaboradores, e não suas fraquezas.

Modelo atual

Médicos estudam as doenças para aprender sobre a saúde…

Psicólogos investigam a tristeza para aprender sobre as alegrias…

Terapeutas procuram descobrir as causas do divórcio para aprender sobre o casamento feliz…

E nós, ao longo de nossas vidas profissionais somos encorajados a identificar, analisar e corrigir nossas fraquezas para nos tornarmos fortes!

Esta é uma visão bem intencionada, porém equivocada!!!

Para nos destacarmos na área que escolhemos, encontrar satisfação no que fazemos, e melhor contribuirmos para a Empresa, precisamos localizar, descrever, ajustar, praticar e refinar nossos Pontos Fortes!!!

Esqueçamos a fraqueza, exploremos nossos potenciais!!!

Uma nova visão

Baseado em pesquisas feitas pelo Instituto Gallup com mais de 2 milhões de pessoas (101 empresas, 63 países), Marcus Buckingham e Donald O. Clifton descobriram que a maioria das empresas dá pouca ou nenhuma atenção aos pontos fortes de seus funcionários. Preferem investir tempo e dinheiro na tarefa ingrata de corrigir suas fraquezas, achando que desse modo as pessoas atingirão a excelência.

Por outro lado, a pesquisa revelou que os profissionais bem-sucedidos compartilham um segredo simples, mas poderoso: usam suas energias para aprimorar aquilo que fazem melhor, deixando seus pontos fracos em segundo plano. E, assim, tornam-se cada vez mais competentes, produtivos e felizes.

Falsas premissas:

  • Uma pessoa pode aprender a ser competente em quase tudo.
  •  O maior potencial de crescimento de cada pessoa está nas áreas onde ela tem seu ponto mais fraco.

A Organização gasta a maior parte do tempo e dos recursos de treinamento tentando tapar os buracos nas habilidades ou competências dos funcionários. O Plano de Desenvolvimento Individual é construído ao redor das “áreas de oportunidade”, os pontos fracos.

Premissas corretas:

  • Os talentos de cada pessoa são permanentes e únicos.
  •  O maior potencial de crescimento de cada pessoa está nas áreas onde ela tem seu ponto mais forte.

Pontos Fortes:

O que é um Ponto Forte?

  •  Um desempenho estável e quase perfeito em determinada atividade…
  •  Realizado de forma consistente, como parte previsível do seu desempenho…
  •  Feito repetidamente, com alegria e êxito…

Os dribles de Neymar…

As pedaladas do Robinho…

A inovação e design de Steve Jobs…

A musicalidade de Mozart…

A capacidade pictórica de Rembrandt…

Pontos Fortes são definidos por:

  •  Talentos, que são os padrões naturalmente recorrentes do pensamento, sentimento ou comportamento (instintivo, inato)
  •  Conhecimento, que consiste dos fatos e lições aprendidas (adquirido)
  •  Técnicas, que são os procedimentos de uma atividade (adquirido)

Porque desenvolver nossos Pontos Fortes:

Quando buscamos identificar nossas necessidades de treinamento, primeiramente identificamos nossos pontos fortes e as demais áreas de conhecimento, e, de certa forma, construímos um gráfico como o que segue:


…e projetamos nos capacitar de forma a chegar a:

 

Porém, é ilusório pensar que em uma área que não seja de um talento natural, intrínseco à sua pessoa, você consiga se desenvolver a chegar próximo da excelência.

Eu, por exemplo, quando criança só conseguia participar do futebol quando eu era o dono da bola… nem treinando doze horas por dia chegaria a ser um profissional de time de terceira divisão!!

Música é uma de minhas outras inabilidades. Meus filhos constataram que eu consigo sair do ritmo acompanhando com palmas a música “Another brick in the wall”, do Pink Floyd. Nem com muito treino jamais conseguiria tirar uma canção ao violão…

Claro que isto não significa excluir totalmente aquilo que não é nosso talento… em muitas áreas temos que, pelo menos, sair da zona do prejuízo. Por exemplo, você pode ter pânico para falar em público, mas se você é líder de uma equipe, não precisa chegar a ser  um Steve Jobs, mas há que treinar pelo menos para poder se dirigir à equipe.

Se você não escreve bem, não se sente à vontade para redigir, você pode delegar a alguém fazer seus relatórios,  mas precisa pelo menos não cometer erros crassos de ortografia e concordância.

Isto significa que o treinamento nas áreas que não são nossos talentos deve buscar nos tirar da  chamada “zona de prejuízo”, como se vê:

 

Não podemos eliminar nossas
fraquezas, mas podemos desenvolver nossos pontos fortes… um exemplo extremo e
comovente:

Temple Grandin, nascida em 1947, diagnosticada aos dois anos com autismo. Foi recomendado à sua mãe que a deixasse em caráter permanente em uma instituição para doentes mentais…

Formada em Psicologia em 1970, Mestrado em Ciência Animal em 1975, Doutorado em 1989… atualmente, é Professora Universitária na Colorado State University…

… continua porém autista, com as limitações do autismo. Hipersensibilidade sensorial, dificuldade  de expressão (pensadora visual, considera as palavras como sua SEGUNDA linguagem, fala apressada e repetitiva), tem dificuldade em socializar e abraçar pessoas… estes são suas “fraquezas”, porém sua forma sui  generis de percepção lhe permitiu entender a psicologia animal.

Saiba mais e emocione-se vendo o filme: Temple Grandin (HBO).

Os 34 temas de Talentos

Marcus Buckingham, Vice-Presidente Sênior do Gallup Institute, levantou, através de dois milhões de entrevistas, 34 diferentes temas de talentos, abordados em seu excelente livro “Descubra seus pontos fortes” (Buckingham, Marcus; Clifton, Donald O.; Editora Sextante):

Adaptabilidade, Analítico, Ativação, Auto-afirmação, Carisma, Comando, Competição, Comunicação, Conexão, Contexto, Crença, Desenvolvimento, Disciplina, Empatia, Estudioso, Excelência, Foco, Futurista, Harmonia, Ideativo, Imparcialidade, Inclusão, Individualização, Input, Intelecção, Organização, Pensamento estratégico, Positivo, Prudência, Realização, Relacionamento, Responsabilidade,  Restauração, Significância

Para conhecer o significado e as características de cada tema, leia o livro; ao comprá-lo, você encontrará  um código que o permitirá fazer gratuitamente o teste para identificar seus  cinco talentos predominantes. Ou então, você pode acessar diretamente o site e fazer o teste, mediante pagamento:

https://sf1.strengthsfinder.com/signin/default.aspx

Obstáculos para o desenvolvimento dos Pontos Fortes

  • Medo das Fraquezas

Muitas vezes, nossas fraquezas nos assustam mais do que nossas forças nos estimulam.

  • Medo do Fracasso

Entendemos o Fracasso como um Erro; e muitas vezes o é; porém, erros servem para o aprendizado. Não tema errar.

  • Medo do verdadeiro Eu

Relutância em aceitar os nossos Pontos Fortes; muitas vezes nossos Pontos Fortes não são aqueles que desejaríamos.

Como administrar meus Pontos Fracos

  • Melhore (um pouco) seu desempenho

Treine o suficiente para zair da Zona do Prejuízo (não mais do que isto)

  • Utilize Estratégias de Apoio

Agendas, Lembretes, Exercícios respiratórios…

  • Força x Fraqueza

Verifique se algum Ponto Forte pode sobrepor-se a uma fraqueza .

  • Encontre um parceiro

Delegue.

  • Deixe de fazê-lo…

Leia mais em:

http://andrevarga.blogspot.com.br/2011/04/descubra-seus-pontos-fortes-marcus.html

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7 Comentários

    @AndreVarga disse:

    Excelente resumo, Rodolfo!
    Muito boa a ideia dos gráficos. Simples e precisa.
    Super fácil de entender.
    Vou indicar!
    :)
    Obrigado pelo link!
    Abraço e sucesso!

  1. Stonner disse:

    Obrigado! Vamos continuar com a sinergia!

  2. Parabéns Stonner,

    Lembrei do vídeo do Prof. Waldez Ludwig …
    http://youtu.be/IjZjOamODFo

    Abraços,

    Vagner

  3. Stonner disse:

    Obrigado, Vagner! Espero continuar contando com suas visitas e feedback. Eu conhecia este vídeo do prof. Waldez Ludvig, é muito bom, sugiro aos leitores do blog acessarem!

  4. Bonugli disse:

    Stonner,

    Show de bola! Para quem quer buscar um coach, tem que encontrar alguem que comungue desta nova visão para buscar efetividade. Será que já há alguém na redondeza?

  5. Stonner disse:

    Obrigado, Bonugli!! Eu também quando li Marcus Buckinham pela primeira vez, achei que realmente, tem todo sentido!!

  6. Wendell Dias disse:

    Olá Stonner!

    Já conhecia o livro do Buckinham, mas ainda não o li.

    Interessante esta perspectiva.

    Fiz uma Pesquisa on line para obter feedback, englobando subordinados, pares, superiores e algumas outras “partes interessadas” (subordinados de pares, por exemplo, que se relacionam comigo).

    Por que trago isto? Porque hoje fiz a devolutiva aos que manifestaram interesse em conhecer o resultado e acabei dividindo o que amadureci através da análise das respostas que obtive. E meu foco foi melhorar o que está ruim.

    A visão do Buckinham, que você traz aqui, me alerta para que eu melhore os pontos ruins apenas para sair da zona do prejuízo, caso tais pontos estejam nela.

    Bom, obrigado por dividir conosco mais este ótimo artigo seu! Parabéns!

    Abs,

    Wendell Dias

  7. "

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