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Fast Tracking – vídeo

Stonner Comente 13.10.16 467 Vizualizações Imprimir Enviar

Fast Tracking: Ao elencarmos todas as atividades de um projeto, com as respectivas durações e recursos alocados, teremos o prazo do projeto. Pode ocorrer que este prazo atenda às necessidades do projeto, porém é muito comum se buscar um prazo menor para a realização do projeto. Há diferentes técnicas para aceleração de projetos: Crashing, Método da Corrente Crítica, e hoje, neste vídeo, veremos o Fast Tracking.

Fast Tracking – tipos de dependência

Ao fazermos o planejamento das atividades e criarmos os vínculos entre atividades, há vínculos mandatórios e outros não-mandatórios, os quais são apenas recomendáveis. Por exemplo, para realizar uma solda em uma tubulação a grande altura, temos que necessariamente montar andaimes ou criar algum acesso. Esta seria uma dependência mandatória, ou seja, não pode ser alterada.

Dependência mandatória

Fast Tracking – exemplo de dependência mandatória

Há outras atividades, no entanto, as quais, apesar de serem sequenciais, não demandam necessariamente a conclusão das atividades anteriores para que se possa iniciar as atividades seguintes.

Por exemplo, na sequência de atividades de um projeto, o ideal seria que os equipamentos fossem comprados apenas após a conclusão do detalhamento. O processo normalmente empregado para grandes empreendimentos prevê portões (Gates), os quais definem os requisitos mínimos necessários para passar de uma fase à outra. Nestes processos, a Fase 1 corresponde à Identificação da Oportunidade, a Fase 2 é a fase de Projeto Conceitual, e a Fase 3 é a fase de elaboração do Projeto Básico. Normalmente, a autorização para a colocação dos pedidos de compra dos principais equipamentos só pode ser realizada após a aprovação da Fase 3 (Portão 3). Esta metodologia é existente na Petrobras há bastante tempo, mas atualmente, a Disciplina de Capital é levada muito a sério, e é enfatizado o fato de que não pode haver antecipação de despesas para projetos que não sejam de exploração e produção. Colocar um pedido de compra de equipamentos antes da aprovação do Portão 3 é uma antecipação de despesa.

No entanto, especialmente para os chamados Long-Lead Equipments (os quais demandam longos prazos de entrega), isto poderia levar a prazos muito grandes. Neste caso, pode-se iniciar a ida ao mercado, já informando os dados disponíveis de projeto, para que, quando seja aprovado o Portão 3, o mercado já esteja trabalhando na cotação destes itens, aguardando a formalização do processo.

No entanto, corre-se o risco de um retrabalho e eventuais maiores custos, fazendo a compra destes equipamentos com dados ainda a serem confirmados após o detalhamento. Eventuais mudanças impactaram os custos de aquisição do equipamento. Outro risco é que, se o mercado estiver aquecido, dificilmente os fornecedores irão trabalhar no projeto de fabricação, e conseqüente orçamentação de um item o qual eventualmente pode não ser adquirido.

Porém, considerando estes riscos, consegue-se uma sobreposição de tarefas (paralelismo ou compressão, mais conhecido como “Fast-Tracking”).

Fast Tracking – softwares de planejamento

Atualmente, todos os softwares de planejamento, tais como MS-Project, Primavera, Spider Project, Visual Project e outros, facilitam muito a utilização da técnica de Fast Tracking, permitindo a criação de dependências variadas, não apenas do tipo Término-Início, mas também Início-Início, Término-Término, ou mesmo Início-Término, além da possibilidade de criação de sobreposições ou mesmo afastamentos, os quais podem ser em termos de prazo, corrido ou prazo-calendário, ou percentuais de realização das tarefas.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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