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Estratégia de Contratação em Projetos e Obras Industriais

Stonner 4 Comentários 28.01.13 3133 Vizualizações Imprimir Enviar

Estratégia de Contratação

Virtualmente em toda atividade industrial tem-se hoje a necessidade de contratar serviços. Justamente por isso, definir adequadamente a Estratégia de Contratação, levando em conta todos os aspectos do negócio, as interfaces, considerações de prazo e custo, constitui um Fator Crítico de Sucesso.

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Por isso, esta definição deve ser feita de forma planejada e estudada, envolvendo equipes multidisciplinares, e não apenas o setor de contratação. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Por exemplo, se iremos construir uma unidade fabril, e por razões de expertise ou domínio da tecnologia, diferentes setores ou subunidades serão construídos por empresas
distintas, em contratos distintos, uma questão a ser considerada é o fornecimento de concreto:

  • Devemos contemplar fornecimento externo de concreto, através de caminhões betoneiras?
  • Iremos montar (pela contratante) uma usina de concreto para fornecimento a todos os
    contratos?
  • Cada contratada ir á montar sua própria usina de concreto?

Não há uma resposta padrão.

Imagem Canteiro de Obras

Imagem Canteiro de Obras

Diversos fatores devem ser considerados. O fornecimento de concreto externo, através de caminhões betoneiras, pode ser interessante se não houver ganho de escala (grande volume de concreto) que justifique a construção de usina de concreto. Por outro lado, a distância entre o fornecedor e a obra pode ter impacto na qualidade do concreto e sua aplicabilidade, assim como a temperatura ambiente.

Caso a opção seja de utilizar usina de concreto no site, montar uma única usina de concreto certamente terá impacto positivo em custos, em oposição à construção de usinas
de concreto para cada contratada. Porém, há a questão do volume requerido de concreto, bem como a necessidade de gerenciar adequadamente as interfaces e prioridades, o que pode gerar atrasos, discussões, e eventualmente, pleitos das contratadas. A construção de diversas usinas menores poderá dar maior agilidade e menor gerenciamento de interfaces, em contrapartida ao maior custo e da maior necessidade de espaço físico.

Outro exemplo da importância de uma adequada definição de estratégia de contratação se refere a guindastes e máquinas de elevação de carga. Uma opção é deixar que cada contratada defina as suas necessidades de elevação de carga e forneça os equipamentos necessários; ou pode ser estabelecido que a contratante forneça um pool de equipamentos de elevação de carga para uso por todas as contratadas.

O uso de um pool de guindastes evidentemente leva a um custo menor, mais otimizado, porém obriga a uma gestão mais eficaz, no que concerne às definições de prioridades de utilização dos guindastes. Já a utilização de guindastes próprios em cada contrato agiliza o atendimento, diminui a necessidade de gestão, porém certamente terá reflexos no custo. Ademais, particularmente no caso de guindastes, o aumento do número de equipamentos no site da Obra pode levar a congestionamentos e dificuldades de movimentação das máquinas.

Um exemplo também muito claro da necessidade de discutir previamente, com todos os setores envolvidos, a estratégia de contratação, é o fornecimento de andaimes. Imaginemos que uma planta de processo irá parar uma unidade para manutenção (as famosas e complexas “paradas de manutenção”). Provavelmente a planta possui um contrato de montagem de andaimes para atender a rotina de manutenção. Devemos utilizar este contrato para atender a parada de manutenção, ou os contratos atuantes na parada deverão prover cada um seus próprios andaimes?

Mais uma vez, o fornecimento centralizado se apresenta como opção de menor custo, porém obriga a um adequado gerenciamento de prioridades. Cada contrato ter sua própria equipe de montadores de andaimes dará maior agilidade, e o fator prazo é vital em uma parada de manutenção. Porém as interfaces são trabalhosas e difíceis. Por
exemplo, se o contrato de tubulação (substituição de trechos corroídos, troca de válvulas ou juntas, calibração de suportes de mola, engaxetamentos, etc.) tiver sua própria equipe de andaimes, após realizar uma troca de um trecho de tubulação, certamente irá desmontar o andaime utilizado, o qual na realidade ainda seria necessário para as equipes de pintura e isolamento térmico (geralmente contratos distintos do contrato de tubulação, por exigirem diferentes expertises).

Ainda na área de andaimes, há a necessidade de se avaliar se o contrato contemplará apenas os serviços de montagem e desmontagem de andaimes, ou incluirá também o fornecimento de material. Material de andaimes com diferentes fornecedores em uma unidade industrial certamente significa dor de cabeça a quem controla o material. Os
desvios são frequentes, e certamente ao fazer o inventário final de material, seremos obrigados a fazer reposição de muitas peças.

Estes foram alguns exemplos para não nos esquecermos de estabelecer uma adequada Estratégia de Contratação.

No próximo post, iremos abordar os diferentes Regimes de Contratação. Estamos sempre publicando artigos sobre Liderança e Gestão, SMS, Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

 

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Marco Aurélio

    Prezado Rodolfo Stonner,
    trabalho na supervisão da equipe Civil no contrato de manutenção industrial no Estaleiro Inhaúma pela empresa Sondotécnica e estou envolvido com estas questões relativo a andaimes, plataformas elevatórias, etc. No nosso contrato ficou determinado que estes equipamentos são fornecidos pela contratada e algumas vezes temos que aguardar a liberação devido a prioridades.

  • Marco Aurélio

    Trabalho na supervisão da equipe Civil na manutenção do Estaleiro Inhaúma e tenho enfrentado este problema. Os equipamentos ( andaimes, plataformas elevatórias e guindastes são fornecidos pela contratada e algumas vezes precisamos aguardar a liberação, pois existem outras prioridades.

  • Obrigado pelo retorno, Marco Aurélio. No artigo, mencionei justamente andaimes e máquinas de elevação de carga pois são recursos normalmente compartilhados, e muita atenção deve ser dada às definições de contratação destes equipamentos e recursos.

  • Pingback: Contratos EPC e EPCM – diferenças, vantagens e desvantagens - blogtek.com.br()

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