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Erros incríveis – Paul Schoemaker

Stonner 10 Comentários 23.03.15 2630 Vizualizações Imprimir Enviar

Erros incríveis – ainda durante o recesso de final de ano, em que de maneira geral diminuem os acessos, dediquei-me à leitura, e um dos livros que li foi “Erros incríveis”, de autoria de Paul Schoemaker, fundador e CEO da Decision Strategies International, Inc., autor e coautor de diversos livros e de mais de uma centena de artigos publicados em revistas tais como Harvard Business Review, Management Science, e outros. Acesse aqui sua página pessoal, ou vá para a página do The Wharton School, University of Pennsylvania, onde ele é professor.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Erros incríveis – errar é ruim??

Erros incríveis -1

Diversas vezes publicamos aqui no Blogtek, e certamente o leitor já teve oportunidade de encontrar em diversos livros, sites e blogs, artigos sobre Lições Aprendidas. A ideia é que possamos aprender com os erros dos outros, e não cometê-los.

O autor de Erros Incríveis preconiza a ideia de que erros (pelo menos, alguns tipos de erro) devem ser incentivados… o que é uma total quebra de paradigma do nosso modelo mental vigente.

Paul Schoemaker chama certo tipo de erros como “portais de descoberta”, e mostra como projetar erros geniais, aqueles que aceleram o aprendizado e levam grandes inovações, e evitar os erros trágicos. Ou seja, não basta aguardar que um erro aleatório nos mostre novos caminhos, devemos permitir e até provocar certo tipo de erros, para planejar o fluxo de decisões que enfrentaremos no futuro. Textualmente:

Ao explorar a forma de acessar erros por seu potencial de aprendizagem, vou incentivá-lo a desafiar pressupostos valiosos e melhorar suas perspectivas futuras. Às vezes, até sugerirei que erre de propósito – tudo com a intenção de desafiar falsas crenças e acelerar o aprendizado. Não o encorajarei apenas a aceitar que você, como todos os outros no planeta, esteja propenso a erros – vou encorajá-lo a adotar esta qualidade, a ordenha-la para extrair todo o seu aprendizado evolucionário e potencial”.

Um exemplo interessante de erros úteis mencionado por Paul Schoemaker está na Teoria da Evolução. A estrutura genética é construída de maneira a perpetuar indivíduos com as mesmas características… porém, às vezes, na divisão do DNA ocorrem erros… e muitas vezes estes erros levam à formação de espécies que melhor se adaptam a um determinado ambiente, e os indivíduos que tiverem este “erro genético” terão melhor capacidade de sobrevivência e multiplicação.

Erros incríveis – classificação dos erros

Erros incríveis -2

Um exemplo mencionado por Paul Schoemaker é a descoberta do “efeito borboleta”, observado pelo matemático Edward Lorenz, ao construir um modelo meteorológico, em que erros o levaram a descobrir o efeito borboleta, base da hoje denominada Teoria do Caos, que mostra como sistemas complexos e dinâmicos, profundamente determinísticos, tais como fenômenos meteorológicos, mercado financeiro, crescimento populacional, podem ser altamente instáveis. Esta análise transcende o objetivo deste post, mas ilustra a importância dos erros.

Eis como Schoemaker classifica os erros em quadrantes:

Quadrante dos erros

Evidentemente os erros do tipo A devem ser totalmente evitados. Os do tipo B por vezes ocorrem em nossas vidas, mas não devem ser provocados. Não devemos levar uma empresa à falência para aprendermos a empreender. Os erros do tipo C são irrelevantes. Não vale a pena gastar muito esforço em evitá-los, mas também nada aprendemos nada com eles. Mas os erros do tipo D têm baixo custo, e altos benefícios potenciais. Estes devem ser os erros a serem incentivados.

Erros incríveis – como cometê-los!

1-     Qualquer decisão é baseada em premissas – então, altere deliberadamente as premissas, para buscar alternativas.

2-     Não enxergue as decisões a serem tomadas apenas pelo prisma do desempenho. Avalie também pela perspectiva do aprendizado e conhecimento.

3-     As estimativas que você utiliza podem ser demasiadamente otimistas, ou muito conservadoras. Procure inverter.

4-     Observe as evidências que confirmam suas teses, mas principalmente aquelas que não as confirmam. Pense de forma contrária à lógica dominante de sua empresa.

5-     Equilibre os riscos do “falar sem pensar” com a “paralisia da análise”(pensar tanto no que vai dizer, que acaba não dizendo nada…)

6-     Nem sempre decisões coletivas são as melhores, identifique ideias divergentes, e avalie adotá-las.

7-     A experiência é automática; o aprendizado não é. Avalie cuidadosamente as lições implícitas, não evidentes.

8-     Equilibre a cultura da aprendizagem com a cultura do desempenho. Se for um líder, aceite fracassos como preço requerido para o aprendizado.

9-     Avalie sempre as mutações do mundo ao redor.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Fábio Campos Morais

    Parabéns Professor!

    Mais uma vez você desafia ao pensamento convencional por meio de artigo que instiga a insatisfação com a acomodação na zona de conforto.

  • Dilma

    Ih professor .. que caminho longo a seguir, não é?
    Quando se trabalha em equipe, numa posição de líder, reconheço a dificuldade enfrentada em vivenciar parte do tópico 8 :”aceite fracassos como preço requerido para o aprendizado”. É uma reversão de modelos e de “preceitos” que nos são transmitidos e absorvidos.
    Ótima dica de leitura e já está na whishlist
    Obrigada de novo…
    Abs

  • luciano larangeira

    Também recomendo o livro:
    O seu Próximo Erro Será Fatal ?
    Mittelstaedt Jr; Robert E.
    Este livro apresenta a primeira abordagem sistemática para o gerenciamento de erros múltiplos que passam despercebidos de forma que eles não conduzam a uma catástrofe.
    Os desastres não acontecem por acaso. A Enron, a nave espacial Columbia e o 11 de setembro foram resultado de uma série de equívocos. Passaram despercebidos porque os envolvidos não quiseram acreditar nos sinais evidentes diante de seus olhos. A partir de lições como essas, Mittelstaedt apresenta a primeira abordagem sistemática para o gerenciamento de erros múltiplos de forma que eles não conduzam a uma catástrofe.
    Otima leitura.
    Luciano

  • Muito grato pela contribuição, Luciano!!!!

  • Sempre muito bem vinda, Dilma!!!! Obrigado!

  • Roberto Sternberg

    Prezado, Como eu venho produzindo projetos de engenharia já há mais de 20 anos, tenho vivenciado, de tempos em tempos, a ocorrencia de êrros crassos nos projetos. Especificamente, a minha especialidade, focada predominantemente em Automação e Instrumentação obriga-nos a buscar recursos adicionais de medida preventiva, mas, mesmo assim, a incidência de é decorrente da inobservância de fatos não corriqueiros.
    Neste caso, as falhas em projetos estão caracterizados como Erros Graves ou Erros Trájicos?

  • SILVIA DIAS

    OLá professor,

    Adorei o texto “Erros Incríveis”… as pessoas aceitam os erros por conta dos velhos jargões: Errar é humano, É errando que se aprende, Só não erra quem não faz e blá blá blá. mas acabam não tirando o supra sumo do erro… aquilo que provoca o ser humano e o faz estar em constante processo de evolução…

    Um abraço,

    SILVIA DIAS

  • Obrigado pelo incentivo, Fábio!

  • Olá, Roberto, eu diria que depende das consequências. Por exemplo, se a falha em um controle levar à perda de especificação de um produto, é um erro grave, mas se causa uma explosão, é um erro trágico. De qualquer maneira, são os tipos de erros que devem ser evitados.

  • Olá, Sílvia, obrigado pelo estímulo!

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