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Engenharia de Manutenção – analisando o Life Cycle Cost

Stonner 8 Comentários 20.11.13 4191 Vizualizações Imprimir Enviar

Engenharia de Manutenção –  análise do custo do ciclo de vida (Life Cycle Cost). Veremos como a análise do custo do ciclo de vida nos subsidia para tomarmos as decisões adequadas. Neste artigo vê-se a importância dos registros de manutenção (histórico), levantamento de custos associados à manutenção, e outros aspectos da Engenharia de Manutenção. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Engenharia de Manutenção – um exemplo:

Na busca de redução do Custo do Ciclo de Vida de um determinado permutador, temos o registro das intervenções de manutenção realizadas. Para melhor entendermos o problema, veja o desenho esquemático de um permutador, equipamento onde dois fluidos trocam calor, através das paredes de um feixe tubular.

Engenharia de Manutenção - Permutador

Engenharia de Manutenção – Permutador

As intervenções descritas na tabela a seguir são:

Perda de eficiência térmica (limpeza): problema muito comum neste tipo de equipamento. A sujeira dos fluidos se deposita nas paredes dos tubos, prejudicando a troca térmica. É corrigido através de limpeza dos tubos, habitualmente com hidrojato.

Contaminação do fluido (vazamento pelos tubos): a formação de furos nos tubos levam à contaminação de um fluido pelo outro. É corrigido através da retubulagem, total ou parcial.

Contaminação do fluido (remandrilagem): os tubos não são soldados aos espelhos. Eles são fixados ao espelho através do escoamento (deformação plástica) do material dos tubos para ranhuras circunferenciais (grooves), ao longos dos furos do espelho nos quais os tubos se encaixam. Pode haver falha nesta vedação + fixação, sendo reparada através de uma remandrilagem.

Engenharia de Manutenção - histórico das intervenções

Engenharia de Manutenção – histórico das intervenções

Engenharia de Manutenção – TMEF, TMPR, Disponibilidade:

Com base nos dados da tabela anterior, podemos calcular o TMEF (Tempo Médio Entre Falhas), o TMPR (Tempo Médio Para Reparos), a disponibilidade (leia artigo em Blogtek : Confiabilidade e Disponibilidade), e teremos a seguinte tabela estratificada por causa raíz.

Engenharia de Manutenção - resumo das falhas

Engenharia de Manutenção – resumo das falhas

Engenharia de Manutenção - TMEF, TMPR e Disponibilidade

Engenharia de Manutenção – TMEF, TMPR e Disponibilidade

A seguir, temos o Diagrama de Pareto, para o Custo e a Perda de Produção:

Engenharia de Manutenção - Pareto de Custos

Engenharia de Manutenção – Pareto de Custos

Engenharia de Manutenção - Pareto de Perdas de Produção

Engenharia de Manutenção – Pareto de Perdas de Produção

A contaminação dos fluidos, causada por furos nos tubos, cuja causa raiz é a corrosividade, é o maior dos problemas, tanto em valor monetário do reparo como por perda de produção.

A questão do fluido sujo é característica do processo, portanto não é intrinsecamente ligada à manutenção.

Portanto, iremos focar na questão da Corrosividade.

Da tabela anterior, excluindo as falhas que não sejam devidas à Corrosividade, teríamos esta nova tabela. Considere que a substituição do material dos tubos por um material mais nobre, teríamos um Tempo Médio Entre Falhas (TMEF) cerca de 80% maior, e o Tempo Médio Para Reparos (TMPR)  20% menor, porém o custo dos reparos seriam 50% maiores. O Custo inicial do material atualmente empregado é de 50.000, e do novo material seria 80.000. Cada dia de perda de produção deste permutador custa 6.000. Considerando uma vida útil de 10 anos, para ambos materiais, vale a pena trocar pelo material mais nobre?

Engenharia de Manutenção - focando a corrosividade

Engenharia de Manutenção – focando a corrosividade

Engenharia de Manutenção – mantendo o material:

Mantendo o material atual, temos a seguinte tabela:

Engenharia de Manutenção - mantendo o material

Engenharia de Manutenção – mantendo o material

Engenharia de Manutenção – usando material mais nobre:

Utilizando o material novo, iremos acrescentar 80% ao Tempo Médio Entre Falhas (TMEF), iremos diminuir 20% no Tempo Médio Para Reparos (TMPR), e iremos majorar os custos de reparos em 50%, tendo a seguinte tabela:

Engenharia de Manutenção - usando material mais nobre

Engenharia de Manutenção – usando material mais nobre

Portanto, o custo do ciclo de vida com o material atual é de 236.520, enquanto com um material mais nobre, o custo do ciclo de vida seria 170.190, ou seja, uma redução de 28%.

Percebam que para a correta decisão, devemos avaliar ao longo de todo o Ciclo de Vida, e devemos ter registros históricos de prazos e custos para nos subsidiar.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Rossélio Frizon

    Resumindo, o barato que custa caro, muito bom!

  • Obrigado, Rossélio, seja bem vindo ao Blogtek!

  • Adalberto Costa

    Stonner, boa noite!

    Achei importante estes tópicos.

    Como encontra-lo este livro, você o vende?

  • Caro Adalberto, grato pelo feedback. Publiquei um livro, denominado Ferramentas de Planejamento (Editora E-papers), o qual necessita ter uma edição revista. De qualquer forma, não aborda o assunto deste artigo. Talvez no futuro eu prepare uma coletânea destes artigos e lance um novo livro. Enquanto isto, continue visitando o Blogtek!

  • Giuseppe F de Oliveira

    Excelentes os temas, serve para uima boa aprendizagem. Passarei a ter mais um na minha lista.
    Alan Kadek , Nacif, Acuri e agora Rodolfo Stonner.
    Gosto muito dos tema Manutenção e Gerenciamento de Projetos.
    Abração

  • Olá. Giuseppe, fico honrado pela excelente companhia em que me coloca!!!!

  • Pingback: blogtek.com.brÍndice de artigos do Blogtek - blogtek.com.br()

  • Pingback: blogtek.com.brLORA - Análise do nível de reparo - blogtek.com.br()

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