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A decisão num piscar de olhos

Stonner 6 Comentários 04.05.14 3080 Vizualizações Imprimir Enviar

A decisão em um piscar de olhos (Blink) – este é o título de um dos mais recentes livros de Malcolm Gladwell (na realidade, há um  mais recente, David and Goliath, ainda sem tradução para o Português, o qual não teve aceitação muito boa pela crítica). Acabei de lê-lo, e seguem aqui alguns comentários.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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A decisão num piscar de olhos – Malcolm Gladwell, o autor

gladwell-4Confesso que sou um admirador da obra de Malcolm Gladwell, autor de livros tais como “O Ponto da Virada”, “Fora de série”, “O que se passa na cabeça dos cachorros”, entre outros. Sabedor de que é um jornalista britânico, sempre me veio à mente a imagem de um sisudo cavalheiro inglês, algo como Sir Lawrence Olivier, ou quiçá, Alfred Hitchcock.. até que Google Images me mostrou um despreocupado e simpático descendente de família Jamaicana.

Isto já me deu uma evidência de alguns tópicos abordados em “Blink: a decisão num piscar de olhos”: o fato de em nossas decisões já carregarmos uma imensa carga de modelos mentais.

 

A decisão num piscar de olhos – novos aspectos

ID-100144770O título do livro me causou preocupação, e me levou, entre outros motivos, a adquiri-lo. Afinal, aqui no Blogtek já publiquei diversos artigos sobre o processo decisório: “Árvore de decisão”, “Analytical Hierarchy Process – AHP” e, mais recentemente, “O método Mudge”.

Seria necessário publicar uma radical revisão dos artigos?

Como Gerente de Projetos, reconheço a imensa importância do correto processo decisório – então, abandonamos estes processos e vamos nos basear nas decisões instantâneas?

A decisão num piscar de olhos – sempre?

ID-10023378Um dos grandes méritos que vejo em Malcolm Gladwell é o tratamento que dá à imensa quantidade de dados que subsidiam suas análises. Também surpreende a capacidade de garimpar e encontrar dados.

A base do livro de Gladwell se baseia no que ele chama de “fatiar fino”: treinar, e usar algumas técnicas desenvolvidas por diversos psicólogos e cientistas sociais, para, em detrimento de uma análise aprofundada e cuidadosa, basearmos nossas decisões nas percepções mais imediatas e fugazes, em questão de segundos.

Felizmente, ao terminar a leitura, pude constatar que este processo é mais aplicável às decisões que envolvem principalmente análises da natureza humana. O que é compreensível. A intuição, muitas vezes tida como algo que beira o sobrenatural, na realidade consiste de uma leitura e identificação de detalhes quase imperceptíveis. Por isto, algumas pessoas (eu diria, empiricamente, principalmente do sexo feminino) tem uma forte intuição e percepção. Outras pessoas tem uma boa percepção de processos estruturados (eu pertenço a este time, minha esposa ao primeiro…eis porque muitas vezes recorro ao seu olhar crítico para me subsidiar em uma decisão envolvendo o fator humano).

A decisão num piscar de olhos

ID-10033697Como conclusão, diria que para processos estruturados, tais como buscar a melhor alternativa para um projeto, decidir um método construtivo em uma Obra, avaliar um investimento de longo prazo, os processos decisórios habituais ainda prevalecem.

Não obstante, estes processos são relativamente demorados, e, em certas circunstâncias, no atual panorama de negócios, com obsolescências precoces, tenhamos que investir na agilidade, talvez em prejuízo do detalhamento.

Porém, em situações que envolvem a avaliação do fator humano, mesmo que você não tenha a habilidade do “fatiar fino” (e é difícil adquiri-la, muitas vezes aqueles que tem esta habilidade não sabe sequer expressar o por quê de uma opinião ou avaliação…apenas o “sentem”), fique ligado se alguém de sua equipe, de sua confiança levantar uma objeção, ainda que expressa de forma subjetiva: pode haver algo que você não percebeu!!!

Breve, publicaremos outros artigos sobre processos decisórios. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • Luiz Estima

    Stonner, o sensacional livro, “O Gene Egoísta”, do brilhante cientista, Richard Dawkins, que trata da evolução dos seres vivos, comenta sobre o nosso processo decisório, o qual tem a ver com esse seu post.

    “A previsão em um mundo complexo é uma coisa arriscada. Toda decisão que uma máquina de sobrevivência toma é uma jogada arriscada e constitui uma tarefa dos genes programar os cérebros de antemão de modo que em média eles tornem decisões que compensem. A moeda corrente utilizada no cassino da evolução é a sobrevivência, mais exatamente a sobrevivência do gene, mas a sobrevivência do indivíduo é, para muitos propósitos, uma aproximação razoável. Se você vai à cacimba beber água, aumenta seu risco de ser comido por predadores que vivem de emboscar presas em cacimbas. Se você não vai à cacimba eventualmente morrerá de sede. Há riscos para qualquer lado que você se vire e é preciso tomar a decisão que maximize as chances de sobrevivência a longo prazo de seus genes.
    (…)
    Um dos métodos mais interessantes de prever o futuro é a simulação. Se um general deseja saber se um plano militar específico será melhor do que outros alternativos ele tem um problema de previsão. Existem variáveis desconhecidas no clima, no moral de suas tropas e nas possíveis medidas defensivas do inimigo. Uma maneira de descobrir se ele é um plano bom é experimentá-lo e verificar, mas é indesejável usar este teste para todos os planos tentativos imagináveis, se não por outra razão simplesmente porque o suprimento de rapazes preparados para morrer “por sua pátria” é exaurível e o suprimento de planos possíveis é muito grande. É melhor experimentar os vários planos em manobras do que em situações reais. Isto poderá assumir a forma de exercícios em larga escala com os “Azuis” combatendo os “Vermelhos”, utilizando-se munição de festim, mas mesmo isto é dispendioso em tempo e materiais. Jogos de guerra poderão ser realizados menos dispendiosamente com soldadinhos de chumbo e pequenos tanques de brinquedo sendo movidos sobre um mapa.
    (…)
    Se a simulação é uma idéia tão boa poderíamos esperar que as máquinas de sobrevivência a tivessem descoberto primeiro. Afinal de contas, elas inventaram muitas das outras técnicas da Engenharia humana muito antes que surgíssemos: a lente de focalização e o refletor parabólico, a análise de freqüência de ondas sonoras, o servocontrole, o sonar, o armazenamento auxiliar de informação de entrada e inúmeras outras com nomes longos, cujos detalhes não importam. E com respeito à simulação? Bem, quando você próprio tem uma decisão difícil a tomar envolvendo fatores desconhecidos do futuro, você de fato faz um tipo de simulação. Você imagina o que aconteceria se seguisse cada uma das alternativas disponíveis. Estabelece um modelo em sua cabeça, não de tudo no mundo, mas do conjunto restrito de entidades que você acha que talvez sejam relevantes. Poderá ver estas últimas distintamente em seu olho mental, ou poderá ver e manipular suas abstrações estilizadas. Em qualquer caso, é pouco provável que exista disposto em algum lugar de seu cérebro um modelo espacial real dos acontecimentos que você está imaginando. Exatamente como no computador, porém, os detalhes de como seu cérebro representa o modelo do mundo são menos importantes do que o fato dele ser capaz de usar e prever eventos possíveis. As máquinas de sobrevivência que podem simular o futuro estão um passo à frente das máquinas de sobrevivência que podem apenas aprender com base na tentativa e erro manifestos. O problema com a tentativa manifesta é que ela custa tempo e energia. E o problema com o erro manifesto é que ele é freqüentemente fatal. A simulação é ao mesmo tempo mais segura e mais rápida.”

    Ler esse livro, torna mais fácil entender como a vida funciona!
    Grande abraço!

  • Sérgio Donizete Bento

    Caro Stonner: Blink já tem um tempinho no nosso mercado e Davi e Golias já tem lançado em português.

  • Obrigado pela atualização das informações, Donizete!!! Vou comprar Davi e Golias!

  • Pingback: blogtek.com.brÍndice de artigos do Blogtek - blogtek.com.br()

  • dilma

    Olá Professor
    Sempre que passo por aqui recolho na minha cestinha mais um conhecimento.
    A técnica da escada me pareceu interessante e com boas chances de ser útil.
    Acredito também que com um intervalo de tempo definido, tanto para o consenso quanto para a entrada dos novos membros no debate, poderemos otimizar o processo.
    Obrigada pela apresentação
    Abs

  • Obrigado, Dilma, fico sempre feliz com seu carinho!!!

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