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A Curva Rundown de Contingência

Stonner 19 Comentários 19.12.13 8316 Vizualizações Imprimir Enviar

A Curva Rundown de contingência – dando sequência aos artigos sobre Gerenciamento de Riscos, veremos aqui o que é a curva Rundown.  Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Curva Rundown – o que é a Reserva de Contingência

Em artigo anterior no Blogtek, “O Gerenciamento de Riscos – Conceitos”, mencionamos os eventos “known knowns”, “known unknowns” e os “unknown unknowns”, termos criados por Donald Rumsfeld, Secretário de Defesa americano, durante o Governo de George Bush (pai).

A respeito destes termos, sob o viés da análise de riscos, podemos afirmar:

Known knowns

Se é conhecido, não é incerto

Portanto, não é risco, é restrição.

Known unknowns

Equipamentos críticos podem atrasar.

Reserva de Contingência: são as reservas pra “known-unknowns”, ou seja, riscos já identificados, os quais você apenas não sabe se efetivamente irão afetar o seu projeto, e em que extensão. Esta reserva é calculada, baseada nos valores esperados de cada risco, e fazem parte da linha de base de custos (cost baseline).

Unknown unknowns

Um furacão ou um terremoto no site.

Reserva Gerencial: são as reservas para “unknown-unknowns”. São riscos totalmente desconhecidos, os quais você só perceberá quando tiverem efetivamente ocorrido. Esta reserva é estimada (por exemplo, com base percentual sobre o valor do projeto), e não fazem parte da linha de base de custos.

Curva Rundown – o cálculo da reserva de contingência 

O cálculo da Reserva de Contingência é feito através da Análise Quantitativa de Riscos. A Reserva de Contingência é a soma dos produtos dos impactos financeiros dos riscos pela probabilidade de ocorrência, o chamado Valor Monetário Esperado, conforme foi ilustrado em “Análise Quantitativa de Riscos”.

Análise Quantitativa de Riscos - Valor Monetário Esperado

Análise Quantitativa de Riscos – Valor Monetário Esperado

Por que não considerar o valor total dos impactos? Não seria mais conservativo e seguro? Esta é uma questão frequente. O fato é que o montante a ser aplicado em projetos de investimento é limitado, portanto tem que ser bem aplicado. Fazer uma reserva de contingência em valor acima do estatisticamente calculado (Valor Monetário Esperado) vai desviar recursos de outros investimentos e projetos. Por isso, o valor da Reserva de Contingência tem que ser bem calculado, e é a Análise Quantitativa de Riscos que irá definir este valor.

Curva Rundown – o acompanhamento do uso da Reserva de Contingência

Assim como temos a Curva de Avanço para o acompanhamento físico-financeiro do projeto, é usual utilizarmos a chamada Curva Rundown de Contingência. É similar à Curva de Avanço, só que decrescente. Mostra o consumo da Reserva de Contingência ao longo do tempo. A medida em que esta reserva não é consumida, ela retorna aos fundos da empresa. Dentro da ótica de Disciplina de Capital, a Reserva de Contingência NÃO deve ser usada para cobrir custos de atividades com orçamento estourados.

Veja um exemplo de Curva Rundown:

Curva Rundown - acompanhamento

Curva Rundown – acompanhamento

Temos a curva prevista para o consumo da Reserva de Contingência; a curva de acompanhamento “A” revela uma situação confortável: o consumo da reserva de contingência está menor do que o previsto, cabendo ao Gerente do Projeto retorná-la para os fundos da companhia, ou aguardar a conclusão do projeto, para então fazê-lo.

Já a curva de acompanhamento “C” revela situação oposta: o consumo da Reserva de Contingência está superior ao previsto.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Genivaldo Ramos

    Ótimo artigo.
    Parabéns !

  • Obrigado, Genivaldo!

  • valnei

    Mestre Stonner, suas abordagens são show, parabéns, conceitos bem difundidos, excelente didática, parabéns

  • Eduardo

    Presado Stonner pelo que pude entender do gráfico a curva amarela é a de referência e a curva B abaixo da amarela representa para um mesmo tempo (data) um gasto inferior. Logicamente a A representaria um gasto superior. Estou correto?

  • Hercules Gomes de Oliveira

    Caro Stonner, deveríamos ter um canal aberto com nossos diretores para esclarecer as necessidades dos cálculos de riscos de toda empresa. Através do gráfico de curva de rundown, assim como outros, muitas obras não atravancariam do meio para o fim, pois as reservas, se necessário abateriam possíveis prejuízos antes de serem contabilizados. As necessidades básicas estariam supridas. Ótimo artigo, Parabéns.

  • Obrigado pelo comentário e feedback, Hercules!

  • Eduardo, a curva amarela é curva de referência. Porém, como a curva rundown é o contrário da curva S convencional, a curva B (vermelha) abaixo da curva de referência, significa que estamos gastando MAIS da verba de contingência, sobrando portanto MENOS reserva de contingência para o resto do projeto.

  • Obrigado, Valnei!!

  • Rossélio Frizon

    Stonner, concordo com a colocação do colega Hercules, com um canal é possível esclarecer mesmo as necessidades de cada caso ou empresa reduzindo os riscos que hoje são muitos, quem sabe suavizando o andar do projeto, reduzindo consideravelmente os prejuízos. Ótimo artigo!!

  • Obrigado pelo feedback, Rossélio!

  • Felipe Ruzo

    Stonner, ótimo artigo. Tenho utilizado a Curva de Rundown, ou Burndown Chart para acompanhamento das principais quantidades/métricas do contrato.

  • José Augusto C. Alves

    Caro Stonner,
    é maravilhoso a didática como vc aborda temas complicados, facilitando a compreensão, mesmo para que já fez o MBA em Gestão de Projetos.
    Gostaria de fazer um desabafo: Stonner estou trabalhando a anos no projeto Rnest, e é extremamente incompreensível qual didática está sendo utilizada aqui; pois várias empresas passam por dificuldades financeira, onde aprendemos no curso que quando a gestão de risco não é monitorada o patrocinador se retira do projeto. Tudo bem que é uma obra de cunho político, embora extremamente estratégico para PB; mas não encontro nenhuma sistemática técnica que possa justificar tantos erros; ou seja, são “CASES” e MAIS “CASES”, de como não se deve fazer, que nos causam estranhezas e impotência, pois em vez de monitorarmos o risco, trabalhamos com o risco instaurados no mais alto grau sem ter muito o que fazer e tentar terminar a obra.

  • Obrigado, José Augusto. Entendo sua aflição: megaprojetos são desafios imensos, e os prazos são extremamente desafiadores. A propósito, postei hoje um post: http://blogtek.com.br/curva-j-jota-odisseia-prazos-impossiveis/. Acho que voc~e vai gostar!

  • aurelio Henrique Dos

    Stoner, deixo meu desabafo nesta questões é extrenamente complicado a interprettação sobre e utilização da curva de Rundown…
    Modulos da Plataforma Replicantes do Pre Sal.

    Abraços

  • Concordo que não é muito fácil….

  • Ricardo Ribamar

    Ótima explicação! !!Parabéns Stonner

  • Ricardo Ribamar

    Stonner,teria mais material sobre Curvas Rundown??

  • Obrigado, Ribamar, bem vindo ao Blogtek.

  • Vou procurar, se encontrar envio para o seu e-mail.

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