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Coque Verde de Petróleo – produto e processo

Raymundo Pantoja Comente 15.08.16 1953 Vizualizações Imprimir Enviar

Coque Verde de Petróleo: hoje o Blogtek tem a honra de apresentar mais um colaborador, o colega Raymundo Pantoja, o qual durante anos colaborou intensamente na Construção e Montagem da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), e nos apresenta um artigo sobre um dos mais importantes derivados do petróleo, de larga aplicação na siderurgia e indústria cimenteira (leia mais também aqui). Estaremos publicando semanalmente artigos e vídeos sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, Liderança e Gestão.Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Coque Verde de Petróleo – o produto

O Coque Verde de Petróleo (CVP) é um produto sólido, produzido por meio do craqueamento térmico de óleos pesados em uma unidade de processo denominada Unidade de Coqueamento Retardado (UCR). Esta unidade permite que as refinarias consigam converter cargas de maior peso molecular, proveniente de fases de refino anteriores, em produtos leves de maior valor agregado como óleo diesel, naftas e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O Coque Verde de Petróleo (CVP) é um dos produtos gerados nesse processo.

O Coque Verde de Petróleo (CVP) oriundo de refinarias da Petrobras apresenta baixo teor de enxofre, o que lhe confere maior valor no mercado e menor impacto ambiental durante sua aplicação. Além disso, possui elevado teor de carbono fixo, baixo teor de cinzas, elevado poder calorífico e alta estabilidade química. É também um produto insolúvel em água, não explosivo, não reativo e que apresenta um alto ponto de ignição e uma Granulometria entre 75 e 125 mm. Devido a esta característica no projeto da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) foi contemplado um Britador de Rolos regulado para a granulometria até 75 mm.

Coque Verde de Petróleo

Coque Verde de Petróleo sendo embarcado para uso em cimenteira

As duas fontes do produto que abastecem o mercado nacional são: a Petrobras, que comercializa o Coque Verde de Petróleo (CVP) tipo esponja com baixo teor de enxofre (BTE) e a importação direta, por meio da qual as indústrias nacionais adquirem Coque Verde de Petróleo (CVP) com alto teor de enxofre (ATE).

Classificação em função do teor de enxofre:

Coque Verde de Petróleo            % enxofre, em massa

Baixo Teor de Enxofre (BTE)                            < 2

Médio Teor de Enxofre (MTE)                         2 – 4

Alto Teor de Enxofre (ATE)                              > 4

Coque Verde de Petróleo – o processo

No processo de coqueamento retardado, a carga sofre aquecimento controlado em um forno específico. É neste equipamento que a carga recebe a energia necessária para que ocorram as reações de craqueamento térmico que geram produtos de menores cadeias carbônicas, mais leves, que são direcionados a tambores especiais onde ocorre a formação de coque. Os derivados leves são encaminhados a uma torre de fracionamento que compõe a unidade, onde são separados pela faixa de destilação. O processo ocorre em altas vazões para que as reações de polimerização e condensação sejam deslocadas do interior do forno para os tambores de coque, por isto o processo é denominado Coqueamento Retardado.

Coque Verde de Petróleo

Coque Verde de Petróleo – Unidade de Coqueamento Retardado

Uma Unidade de Coqueamento Retardado (UCR) possui, pelo menos, dois tambores. Assim, após a formação do coque (que se dá de baixo para cima) atingir a altura máxima no primeiro tambor, a carga da UCR é direcionada para o segundo. Dessa forma, enquanto um tambor recebe a carga do forno, o outro passa pela etapa de descoqueamento para retirada do coque e, assim, o processo se mantém contínuo.

Na Refinaria Abreu e Lima (RNEST) foram projetadas duas UCRs, com 6 tambores cada uma, denominadas de U-21 (TREM 1) e    U-22 (TREM 2).

Coque Verde de Petróleo – características

O coque que sai da Unidade de Coqueamento Retardado (UCR) recebe a denominação “verde” por se tratar de produto isento de tratamento térmico, isto é, antes de ser submetido ao processo de calcinação, realizado por algumas indústrias fora das instalações da refinaria.

Nessa unidade podemos produzir três tipos de coque, a saber: SHOT COKE, COQUE ESPONJA (grau combustível ou anodo) e COQUE AGULHA.

Assim, todo coque que sai da refinaria é denominado coque verde e pode ser utilizado nesta forma em diversas aplicações industriais.

O Coque Verde de Petróleo (CVP) não é um resíduo, e sim um produto, com inúmeras aplicações industriais, tanto no Brasil quanto no exterior.

O Coque Verde de Petróleo (CVP) é um produto não inflamável, que apresenta alto ponto de ignição. Em função disso, para que o CVP entre em combustão, são necessárias temperaturas elevadas.

Dessa forma, o CVP não apresenta tendência à explosão. Tais eventos são passíveis de ocorrer apenas em casos onde haja exposição de altas concentrações de poeira do produto a uma fonte intensa de calor.

Continuaremos a abordar tópicos de Atualidades, Liderança e Gestão, Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção nos próximos artigos do Blogtek. Para manter-se informado sobre os próximos artigos, cadastre seu e-mail em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Raymundo Pantoja

Técnico em Construção Naval, com competências em Inspeção de Fabricação, Controle de Qualidade, Docagem, Suprimentos, Projetos e Fiscalização de C&M nos Setores Naval, Automobilístico, Petroquímica, Química Fina, Papel e Celulose, O&G e Fundição. Participou da construção de 13 ativos da Petrobras, 9 de Petroquímicas, 4 de Papel e Celulose, 1 de Automobilística, 1 de Gás, 121 do Setor Naval e de Comissões de Estudos de Manutenção, Meio Ambiente e Q&P na ABIFA. Membro das Comissões de Estudos de Caldeiras & Vasos de Pressão e de Transporte de Produtos Perigosos na ABNT – CB4.

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