Menu

Congelamento de escopo – qual a importância?

Stonner Comente 12.12.16 1028 Vizualizações Imprimir Enviar

Congelamento de escopo – escopo, conforme a definição contida no glossário do PMBoK Guide, é a soma dos produtos, serviços e resultados a serem fornecidos na forma de um projeto. Ter o escopo claramente definido é fundamental, basta buscarmos também a definição de Projeto, também neste glossário: Um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único. Portanto, ao contrário de uma indústria que oferece sempre um mesmo produto, em um processo repetitivo, consolidado, testado, ou uma prestadora de serviços que está sempre oferecendo a mesma gama de serviços, ao desenvolvermos um projeto o escopo é amplo, novo e muitas vezes desconhecido. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Clique aqui e cadastre-se para receber uma notificação por email sempre que um novo artigo for postado

Seu email não será utilizado por terceiros nem para envio de spam.

Congelamento de escopo: por quê?

Por tudo que foi exposto no parágrafo anterior, podemos ver que dificilmente na fase inicial do projeto o escopo estará plenamente definido. À medida em que se avança no projeto, haverá modificações de pequena ou de grande monta. Por isso, há uma fase anterior à fase Definir o Escopo (5.3 do PMBoK Guide) que é Coletar os requisitos (5.2 do PMBoK Guide).

Coletar os requisitos: é o processo de determinar, documentar e gerenciar as necessidades e os requisitos das partes interessadas a fim de atender aos objetivos do projeto. De maneira geral, quando se utiliza a metodologia dos portões, isto é feito na Fase I (Identificação da oportunidade).

Definir o escopo: é o processo de desenvolvimento de uma descrição detalhada do projeto e do produtoNa utilização da metodologia dos portões, isto ocorre ao longo das fases II e III, porém quanto mais se avança no projeto, maior custo de quaisquer modificações, como ilustra a figura a seguir:

Congelamento de escopo - o custo das mudanças

Congelamento de escopo – o custo das mudanças

Congelamento de escopo: como minimizar?

Em uma parada de manutenção (evento que TAMBÉM se caracteriza como projeto), o congelamento de escopo forçosamente se dá mais próximo da execução, e não pode ser absoluto, pois a unidade está operando e podem surgir novos fatos, novos problemas a serem sanados durante a Parada, e seu caráter de imprevisibilidade impede o congelamento total do escopo.

Porém, tanto em Paradas de Manutenção como em quaisquer outros projetos, há que separar efetivamente as reais necessidades de mudança de escopo das chamadas “querências” do cliente. Nunca foi gerente de projetos de TI, mas ouço de meus colegas que militam nesta área que as “querências” são um grande problema na gestão de projetos de TI.

Para minimizar estes problemas, o PMBoK Guide também prevê o processo Realizar o controle integrado de mudanças (4.5).

Realizar o controle integrado de mudanças: é o processo de revisar todas as solicitações de mudança, aprovar as mudanças e gerenciar as mudançasEm termos gerais, uma boa prática para minimizar as mudanças, fazendo-as apenas quando realmente necessárias, evitando as querências, é, à medida em que se evolui no projeto, e consequentemente aumentam os custos das mudanças, elevar o nível de autoridade requerido para aprovar as mudanças.

Estaremos sempre publicando novos posts e vídeos sobre Gerenciamento de Projetos, Gestão da Manutenção, e tópicos de Liderança e Gestão. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui abaixo, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

Clique aqui e cadastre-se para receber uma notificação por email sempre que um novo artigo for postado

Seu email não será utilizado por terceiros nem para envio de spam.

Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Publicidade

Liderança e Gestão

Planejamento de cenários – estratégia na incerteza

Comente Stonner 13.11.17
Gerenciamento de Projetos

O projeto como parte do negócio – PMBOK Guide sexta edição

Comente Stonner 06.11.17
Gerenciamento de Projetos

Lei de Parkinson – expansibilidade do trabalho

Comente Stonner 30.10.17
Gerenciamento de Projetos

Joint Confidence Level (JCL) – análise simultânea de custo e prazo

2 Comentários Stonner 23.10.17
Gestão da Manutenção

7 desperdícios da produção (Lean Manufacturing)

Comente Stonner 16.10.17

Gerenciamento de Projetos

MS-Project – Dicas e Pegadinhas (Tips & Tricks)

83 Comentários Stonner 28.04.13
Liderança e Gestão

Seis regras testadas para vencer discussões (Les Giblin)

61 Comentários Stonner 01.12.14
Gestão da Manutenção

O Planejamento de uma Parada de Manutenção – Parte 1

61 Comentários Stonner 05.05.13
Atualidades

O que o biquíni esconde e o custo das novas refinarias…

56 Comentários Stonner 17.04.13
Gerenciamento de Projetos

Metodologia FEL – Método dos Portões

44 Comentários Stonner 17.02.13

Bem-vindo ao novo

Blogtek

Seja notificado sempre que um novo conteúdo estiver disponível.

Loading...Loading...
Não se preocupe, não temos prática de enviar spam.
© 2013 - 2017 Blogtek.