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Benchmarking – 6 passos para a implantação

Stonner 4 Comentários 18.08.14 2757 Vizualizações Imprimir Enviar

Benchmarking: há algum tempo, publicamos aqui no Blogtek um artigo sobre Lições Aprendidas, Boas Práticas e VIP (Value Improvement Practices), os quais são conceitos próximos, porém distintos, e no artigo, foram conceituados e exemplificados. Hoje iremos abordar o processo de Benchmarking, que também se situa dentro do contexto do processo de melhoria contínua. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Benchmarking – definição

Nos diversos dicionários online disponíveis, podemos encontrar traduções do termo “benchmarking” como sendo análise comparativa, análise competitiva, referência…

Se, ao invés de buscarmos uma mera tradução, quisermos obter o conceito, encontraremos:

“Benchmarking é o processo contínuo de medição de produtos, serviços e práticas com os mais árduos competidores  ou aquelas companhias reconhecidas como líderes da indústria (best in class)”  The Xerox Corporation

CII (Construction Industry Institute) reconheceu o uso do benchmarking como uma boa prática em 2004, pois:

1 – É obtido através de um processo e métodos definidos, constituído de etapas e atividades.

2 – Pesquisas abrangentes provaram o valor desta prática.

3 – A indústria reconheceu e utiliza esta prática.

Benchmarking –  6 etapas para o processo

O CII, acima referenciado, tem um processo estruturado para o benchmarking, com 14 passos, voltado para a área de Construção. Os passos para a realização do processo de benchmarking podem ser vistos sob uma ótica mais generalista como:

1 – É um processo Top-Down: isto não significa que o programa deva ser imposto, mas que não adianta tentar-se estabelecer um processo de benchmarking sem o comprometimento da alta direção. (o exemplo que se segue é conhecido, mas vale para ilustrar o diferença entre envolvimento e comprometimento: muitas vezes nosso desjejum inclui “ham’n eggs” – ovos com presunto – e neste processo, a galinha está envolvida em fornecer os ovos, mas o porco está comprometido com o fornecimento de presunto…)

2 – Deve haver uma pessoa designada para conduzir o processo. Não precisa exclusividade, esta pessoa pode ter outras atividades, porém dentre elas, deve estar claramente caracterizada sua responsabilidade por este processo.

3 – Escolha quais fatores deseja aferir no processo de benchmarking: devem ser alinhados com a estratégia do negócio, os valores da empresa, com os fatores críticos de sucesso. Mas, também não vale (ou pelo menos, não irá agregar valor) selecionar apenas aqueles fatores em que reconhecidamente sua empresa se destaca.

4 – Selecione adequadamente as métricas com as quais irá comparar os resultados de sua empresa com os competidores.  Os identificadores devem ser SMART – trocadilho em Inglês, com a palavra esperto, inteligente, e o acrônimo Specific (específico), Mensurable (mensurável), Achievable (atingível), Relevant (relevante) e Time Bound (com prazos). Leia sobre o assunto em KPI – Key Performance Indicators (Indicadores chave de desempenho). Porém, é igualmente importante que os indicadores selecionados sejam passíveis de serem consultados/obtidos junto a seus competidores no mercado. Em alguns ramos da indústria, sua empresa poderá comparar-se com as demais de forma confidencial, ou seja, você verá os resultados de sua empresa comparados com as demais, sem que as demais estejam identificadas. Evidentemente, as demais empresas também não identificarão a sua empresa, quando acessarem o sistema de benchmarking. Na indústria de construção, o próprio CII tem seu sistema, na indústria de óleo e gás temos a Solomon Associates, na área de Gerenciamento de Projetos há o IPA – Independent Project Analysis.

5 – Utilize os resultados como para definir um Plano de Ação. Inclua as metas em seu Balanced Scorecard, e utilize o desdobramentos das metas no gerenciamento de desempenho dos empregados da empresa.

6 – Repita continuamente este ciclo!

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  • como implantar o benchmarking
  • os passos do benchmarking

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Mario Jorge R.lima

    Pideria ser mais completo. Mais explicado, o assunto é muito bom.

  • Olá, Mário Jorge, continuarei a publicar artigos sobre o assunto. Cada artigo não pode ser longo em demasia!!!

  • Livino

    Em Portugal existe uma plataforma que permite fazer a comparação com várias empresas tendo em conta uma série de questionários.
    Pode ver os questionários e a metodologia em;
    http://www.iapmei.pt/iapmei-bmkindex.php

  • Interessante, Livino, grato pela referência! Já visitei o site!

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