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Análise Quantitativa de Riscos de prazo: O vídeo!!!

Stonner Comente 10.11.16 703 Vizualizações Imprimir Enviar

Análise Quantitativa de Riscos de prazo:  após a análise qualitativa de riscos, é necessário implementar a análise quantitativa de riscos, a qual pode ter duas vertentes principais, Prazo e Custo. Neste vídeo, iremos estudar o aspecto de prazo, e melhor entender porque os prazos estimados são tão distantes da realidade.

Análise Quantitativa de Riscos de prazo: o prazo determinístico

Ao estimar prazos determinísticos para uma atividade, é usual adotarmos o que em estatísticas chamamos de moda, que é o valor mais frequente de uma distribuição. Por exemplo, se a soldagem de uma tubulação de aço carbono de 12”, schedule 40, geralmente leva 12 horas, este será o valor adotado.

Lançando estes prazos para todas as atividades de um projeto (empreendimento), teremos o prazo total do empreendimento, definido pelo caminho crítico, e as demais atividades terão folga.

Análise Quantitativa de Riscos de prazo: o prazo estatístico

As discrepâncias entre os resultados de prazo determinístico e a realidade evidenciam que o prazo determinístico tem um viés muito otimista.

Os criadores da metodologia PERT (Program Evaluation Review Technique), desenvolvida ao longo do projeto Polaris, no auge da Guerra Fria, utilizaram além da moda (o prazo determinístico), o prazo mais otimista (a), e o prazo mais pessimista (b). Americanos são ricos em detalhes e explicitam que o prazo pessimista é o pior prazo em que se pode concluir uma atividade, “excepted the acts of God”, ou seja, avalanches, tornados, terremotos, furacões…

A partir destes três valores (a, m, b), trabalha-se com o conceito de prazo esperado, calculado como te = (a+4m+b)/6. Esta fórmula aproxima este valor da mediana, que é o valor central de uma distribuição, ou seja, há 50% de probabilidade da atividade ser cumprida antes deste prazo, e 50% de probabilidade da atividade ser concluída após este prazo. Esta é a chamada distribuição triangular.

Ainda assim, a utilização de métodos computacionais permite efetuar a simulação de Montecarlo, gerando valores aleatórios entre estes três pontos, gerando uma distribuição mais próxima da realidade.

Exemplo de simulação de Montecarlo

Prazos estourados – exemplo de Análise Quantitativa de Riscos de prazo

No vídeo você verá porque os prazos determinísticos dão TÃO errados, e porque o prazo determinístico usualmente fica abaixo de 5% de probabilidade de ser obtido!

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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