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Análise do Valor Agregado – Prognóstico de Prazo e Visão Crítica

Stonner 2 Comentários 15.07.13 2998 Vizualizações Imprimir Enviar

Recentemente, vimos dois artigos sobre Análise do Valor Agregado: como Diagnóstico e Prognóstico. Abordamos a Estimativa de Custo com a utilização desta técnica, porém, deliberadamente deixamos para um artigo solo a questão de Prognóstico de Prazo. O Prognóstico de Prazo tem maior dificuldade e imprecisão, e envolve certas sutilezas.

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Análise do Valor Agregado – Conceitos

Recordando, o Planned Value (PV – Valor Planejado) representa os custos acumulados previstos originalmente para o Projeto. Os custos realmente incorridos cumulativamente constituem o Actual Cost (AC – Valor Real), e o valor daquilo que foi executado e agregado ao Projeto é o Earned Value (EV – Valor Agregado).

Alguns parâmetros para análise estão aqui sintetizados:

Resumo das fórmulas de Análise de Valor Agregado

Resumo das fórmulas de Análise de Valor Agregado

Análise do Valor Agregado – Prognóstico de Prazo – Diferenças

Em Análise do Valor Agregado – Prognóstico, a Estimativa de Custos ao Final (EAC – Estimate at Completion ), é dada pela expressão abaixo, onde BAC (Budget at Completion) é o Orçamento Previsto ao Término:

EAC = BAC/CPI

Esta expressão faz sentido, na medida em que o CPI (Cost Performance Index) representa quanto agregando para cada dólar gasto. Então, se CPI>1, estamos agregando mais do que gastamos, e consequentemente EAC < BAC, e se CPI<1, estamos agregando menos do que gastamos, consequentemente EAC>BAC.

Pode-se fazer o mesmo com o Prazo? Há que se levar em conta as diferenças entre custos e prazos:

Custos são acumulativos, ou seja, ao somar todos os custos de todas as atividades, temos o custo do Projeto.

Prazos não são cumulativos, ou seja, ao somar todos os prazos de todas as atividades, isto NÃO será o prazo do projeto (muitas atividades são paralelas ao caminho crítico).

Análise do Valor Agregado – Prognóstico de Prazo – Exemplo Tradicional

No Projeto exemplificado a seguir, temos:

Valor Planejado, Valor Agregado e Custo Real

Valor Planejado, Valor Agregado e Custo Real

PV=810, EV=760 e AC=690

Análise de Prazo:

SV = EV – PV = 760 – 810 = -50 < 0, ou ainda, SPI = EV/PV = 760/810 = 0,94 < 1

Portanto, estamos ATRASADOS.

Analogamente ao que foi estabelecido para a Estimativa de Custo, teremos para o Prazo:

PD (Planned Duration) = 12 meses

Estimate Duration (ED)        ED = PD/SPI

ED = 12/0,94 = 12,8 meses

Porém, vimos que este método contém falhas conceituais.

Análise do Valor Agregado – Estimativa de Prazo:

Uma outra possibilidade é ver a diferença de prazo atual entre as curvas do PV (Planned Value) e EV (Earned Value), diferença aproximadamente igual a 0,4 mês.

Análise do Valor Agregado - Atraso do Projeto

Análise do Valor Agregado – Atraso do Projeto

Então, podemos estimar o Prazo final em 12,4 meses.

Análise do Valor Agregado – Novos conceitos

Recentemente, foi apresentado no AACE International 2009 Spring Symposium, por Ray Stratton, PMP, um modelo diferente para obter a Duração Estimada. Algumas novas definições são colocadas, com estes valores em unidades de tempo, e não unidades monetárias:

AT = Actual Time (agora, ou Prazo Real no momento)

ES = Earned Schedule (Ponto em que deveríamos estar, pelo Planejamento)

PD = Planned Duration (Duração Planejada)

ED = Estimated Duration (Duração Estimada)

SPI(tempo) = ES/AT

ED = PD/SPI(tempo)

No exemplo acima, teríamos AT = 7 meses (julho), e ES = 6,6 meses (aproximadamente, veja no gráfico)

Logo, SPI(tempo) = ES/AT = 6,6/7 = 0,943 < 1, portanto, confirmando o que vemos no gráfico, estamos atrasado.

A estimativa de duração seria ED = PD/SPI(tempo) = 12 / 0,943 = 12,72 meses

Segundo Stratton, este novo conceito já é empregado pela USAF,  Lockheed Martin, Belgium.

Análise do Valor Agregado – Visão Crítica

Vimos recentemente aqui no Blogtek, os regimes de contratação segundo a visão PMI. Não há referência ao regime de contratação muito utilizado aqui no Brasil, de Preços Unitários (por itens de serviço). Neste regime de contratação, o que é realizado (agregado) é pago, portanto o Valor Agregado (EV) é basicamente igual ao Custo Real (AC), o que minimiza bastante a importância da EVM, para o Tomador de Serviços (contratante). Também no regime de contratação por Preço Global, desde que seja feita uma adequada EAP (Estrutura Analítica de Projeto), o Valor Agregado (EV) é basicamente igual ao Custo Real (AC).

Então, nestes regimes de contratação, a Análise do Valor Agregado diminui de importância para o Contratante. Seria importante para o Prestador de Serviços (Contratado), para ver se está sendo adequadamente remunerado pelos Homens-Hora empregados para realizar os serviços.

A Análise do Valor Agregado é importante para o Tomador de Serviços (contratante), quando os serviços são por Administração (caso mais frequente nos USA, seja na modalidade Cost Reimbursable, ou Time&Material).

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  • Analise critica dos valores

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Moschin, John

    Caro Stonner, amigos/as

    A Metodologia ‘Análise do Valor Agregado” é muito interessante para projetos de longa duração.
    Para Paradas de Unidades, ainda não consegui ver vantagem na sua aplicação.
    Para os senhores refletirem:
    A Análise do Valor Agregado torna-se preocupante se alguns serviços de custo impactante, relacionados a uma perna diferente do caminho crítico e no caminho crítico, algumas atividades deixarem ser executados.
    Neste cenários, ocorrem distorções preocupantes na EVM e nos leva a interpretação incorreta da realidade.
    abs

  • Concordo, Moschin, entendo a parada de manutenção como um evento demasiadamente dinâmico para a aplicação do EVM.

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