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ALARP – Limite Aceitável de Risco

Stonner 11 Comentários 01.06.15 5152 Vizualizações Imprimir Enviar

ALARP – Limite Aceitável de Risco: todo gestor tem enorme preocupação em reduzir a exposição ao risco, seja de sua equipe, ou do público em geral. No entanto, como estabelecer os limites aceitáveis de risco: estes variam conforme o tipo de indústria, o público exposto, o rigor da lei específica de cada país. O gestor deve também fazer uma análise custo x benefício concernente ao propósito de redução de exposição ao risco. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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ALARP – Limite Aceitável de Risco: introdução

Em 1992, organismos regulatórios na Inglaterra estabeleceram para trabalhadores das indústrias um nível aceitável de risco como sendo 10-3, o que significaria a possibilidade de uma fatalidade por ano para cada grupo de 1000 pessoas. Este limite seria equivalente a 10 por grupo de 10.000 trabalhadores, e assim respectivamente,  o que, plotado em um gráfico log-log, teria a representação a seguir:

ALARP – Limite Aceitável de Risco: gráfico

Comparando este indicador com outras atividades de risco, os órgãos regulatórios ingleses construíram a tabela abaixo:

ALARP – Limite Aceitável de Risco: tabela

Como interpretar esta correlação? Significa que, por exemplo, dentre 1000 mergulhadores praticando 200 mergulhos por ano, haveria a probabilidade de 1 fatalidade a cada ano, de forma análoga a 1000 trabalhadores trabalhando na indústria por ano, com a probabilidade de uma fatalidade por ano.

Na realidade, muitas empresas trabalham com o limite máximo aceitável de 10-4.

ALARP – Limite Aceitável de Risco: Gráficos

O gráfico a seguir ilustra a região onde o risco é INACEITÁVEL, onde o risco é ACEITÁVEL, e uma região intermediária onde o risco deve ser minimizado. Como a redução de riscos tem um custo, esta região é denominada ALARP (As Low As Reasonably Practical – tão baixo quanto razoavelmente aceitável).

ALARP – Limite Aceitável de Risco: gráfico com as regiões definidas

Por exemplo, não é razoável gastar US$ 1 milhão para evitar que em uma planta industrial as pessoas tropecem ao longo das vias de acesso, mas é razoável gastar US$ 1 milhão para minimizar o risco de explosão de  um reator de  uma planta de processo.

ALARP – Limite Aceitável de Risco: introdução

Para cada risco identificado, o processo descrito abaixo é seguido:

Primeiro estágio (aproximado, e de baixo custo):

1-      Calcule o valor aproximado de prejuízo potencialmente ocasionado pelo risco identificado (isso pode ser muito difícil).

2-      Faça um Brainstorm sobre os possíveis métodos de redução de riscos.

3-      Para cada método de redução de risco:

    1. O custo da redução de risco é claramente muito superior ao potencial prejuízo? Caso afirmativo, descarte este método.
    2. Caso contrário, liste este método como uma possível alternativa.

4-      Foram identificados métodos de redução de risco factíveis?

    1. Caso afirmativo, prossiga na etapa 5.
    2. Caso negativo, classifique o risco como ALARP.

Segundo estágio (detalhado, e de maior custo)

5-      Determine com precisão os custos e benefícios dos métodos de redução de risco disponíveis (listados no estágio 1).

6-      Faça uma Análise Custo x Benefício, e selecione o(s) método(s) de redução de risco a serem implementados.

7-      Implemente estes métodos e reavalie os riscos.

8-      Consulte o gráfico de risco aceitável, e:

    1. Caso necessário, volte à etapa 1.
    2. Defina o risco como ALARP.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Alexandre Marques

    Muito bom, parabéns!

  • Homell Lima

    Esse conceito é excelente, pois temos na prática muitas decisões sendo tomadas sem uma analise previa de custo, tenho visto diversos exemplos de enviabilidade de execucao de tarefa aonde o custo da prevenção inviabiliza a execução da tarefa aumentando os custos e perdendo competitividade.

  • luciano larangeira

    excelente artigo. Vou deixar gravado para futuras consultas.

  • wellington conceição

    Podemos aplicar este conceito as atividades de Manutenção da Planta?

  • Leonardo Lins

    Caro Rodolfo,
    Grato pelas informacoes que serao uteis no dia-a-dia de gerenciamento nos contratos de prestacao de servicos nas Refinarias.
    Tem algum livro seu publicado.
    Abcs

  • Danilo Fialho

    Sou orçamentista de obras de montagem eletromecânicas e sei que as atividades de estimativa de quantidades de serviços, materiais e equipamentos, embora meticulosas e detalhadas, não apresentam dificuldade maior que investimento de boa equipe multidisciplinar de engenharia e engenharia, porém após esse exaustivo trabalho vem a angustiante incerteza de identificar, quantificar e mitigar os riscos.

    Em muitas ocasiões fica esta atividade relegada ao grupo que definirá o preço de venda, baseando-se em sentimentos pessoais. Normalmente é desastroso.

    Entendo que cada item que traga redunde em custo no orçamento tenha seu grau de risco e técnicas para eliminá-los, ou mitigá-los serão sempre bem vindas, e recebo esta ALARP como uma técnica a estudar mais aprofundadamente.

    Grato pela oportunidade

  • Olá, Leonardo, grato pelo feedback! Tenho um livro publicado pela E-papers, denominado “Ferramentas de Planejamento”, disponível para aquisição em http://www.e-papers.com.br

  • Danilo, obrigado pelo comentário…mais do que um comentário, é uma contribuição ao assunto!

  • cardoso

    Gostaria que fosse corrigido a frase “analise Custo – beneficio” pois estamos propagando um erro de tradução. A relação é Benefit/Cost que foi erroneamente traduzida para Custo Benefício.
    Quanto ao artio é muito bom pois permite uma abordage menos subjetiva na alocação de recursos para minimizar riscos.

  • Caro Cardoso, obrigado pela informação. Não obstante, fiquei em dúvida, e pesquisando na Internet percebi que, em Inglês, ambas formas são válidas. Colo aqui um link para o site Mindtools, o qual aborda Cost Benefit Analysis, e em subtítulo, menciona como variante a Benefit Cost Analysis. http://www.mindtools.com/pages/article/newTED_08.htm

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