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Aceleração de Projetos – Crashing – Parte I

Stonner 8 Comentários 25.01.13 6367 Vizualizações Imprimir Enviar

Resumo:

Aceleração de Projetos: Método para encurtar a duração de um projeto, ao menor custo possível, utilizando conceito de custo de aceleração.

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Aceleração de Projetos: Conceito de Crashing

Ao elencarmos todas as atividades de um projeto, com as respectivas durações e recursos alocados, teremos o prazo do projeto. Pode ocorrer que este prazo atenda às necessidades do empreendimento, porém é muito comum se buscar um prazo menor para a realização do projeto. Há algumas técnicas utilizadas para este propósito, das quais hoje abordaremos o crashing, eventualmente denominado PERT-custo.

Esta técnica se baseia no fato de que algumas atividades podem, sob certas circunstâncias, serem aceleradas, ou seja, serem realizadas em menor prazo. Normalmente, a primeira ideia que ocorre é o aumento de recursos, seja em quantidade, seja pela adoção de mais turnos de trabalho, ou ainda pela prática de horas-extras. Muitas fontes de referência definem crashing como sendo o aumento de recursos, porém, ainda que esta seja uma opção muito comum, há outras maneiras de acelerar tarefas.

Uma atividade de concretagem pode ser acelerada com a utilização de aceleradores de cura, uma pintura pode ter sua secagem abreviada por métodos térmicos de secagem, processos de solda manuais, com eletrodos revestidos, podem ser substituídos por processos automáticos ou semiautomáticos.

Serviços de manutenção ou montagem no interior de uma torre podem ter restrições relativas à quantidade de trabalhadores em seu interior, pela sobreposição de serviços, os quais poderiam ser evitados, permitindo a alocação de maior efetivo nestes serviços, caso exista a possibilidade de remover a torre e colocá-la em um berço, na horizontal. O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao refratamento de uma chaminé de grande porte.

Todas estas alternativas elencadas para a redução do prazo de realização das atividades tem um traço em comum: implicam em maiores custos. Portanto, caberá ao Gestor do Projeto selecionar as alternativas que impliquem em menores aumentos de custos.

Aceleração de Projetos: Custo de Aceleração

Para nortear esta tarefa de seleção, um parâmetro importante é o chamado Custo de Aceleração, definido como a razão entre o aumento do custo e o ganho de prazo. Simbolicamente, teremos:


Obviamente, devemos escolher em primeiro lugar para aceleração as atividades de menor custo de aceleração. No entanto, há um cuidado a ser tomado: diminuir uma atividade que não pertença ao caminho crítico não irá reduzir o prazo do projeto.

Portanto, devemos escolher atividades do caminho crítico e que tenham os menores custos de aceleração. Porém, ao reduzirmos as durações de atividades do caminho crítico, o caminho crítico pode mudar.

Aceleração de Projetos: Passos para execução do Crashing

Vejamos o exemplo a seguir, o qual ilustra um pequeno projeto, com as respectivas dependências e suas durações e custos, em regime normal e em regime acelerado:

O diagrama de rede tem o seguinte aspecto:

A duração deste projeto será:

Caminho ABEH →  4d+ 10d + 6d + 4d = 24 dias

Caminho ACFH → 4d + 8d + 6d + 4d = 22 dias

Caminho DGFH → 6d + 10d + 6d + 4d = 26 dias (caminho crítico)

O projeto tem duração de 26 dias, e o custo será:

CustoA + CustoB + CustoC + CustoD + CustoE + CustoF + CustoG + CustoH = 30$ + 50$+ 100$ + 40$ + 70$ + 40$ + 80$ + 40$ = 450$

Qual será o Custo de execução deste projeto em 18 dias?

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • Cristina Redondo

    O menor custo de execução para este projeto em 18 dias será de $640, com aceleração das atividades B, D, E, F e G definidas em função da relação de custo/ganho de prazo. Acertei? 🙂

  • Olá, Cristina, em se tratando de você, fui até dar uma conferida. Eu havia publicado em Aceleração de Projetos – Crashing – Parte II, até 20 dias. Completei agora para 18 dias, e deu $580, acelerando B, D, E e F. Confira!

  • Cristina Redondo

    Hahaha… Agora vi aqui no meu rascunho que eu não tinha acelerado G mas acabei calculando o custo da aceleração dele.

    Mas nada está acabado (rs). Se fosse uma prova valendo pontos eu lançaria um recurso de que as atividades B e G possuem a maior duração e portando maior exposição ao risco, e que a resposta foi determinada para garantir um cronograma em P90!!!

  • Concordo!

  • Nilo de Moura

    Como desenvolver e aplicar Planejamento em uma empresa que não possui esta cultura, seus profissionais são resistentes a idéia , os resultados financeiros não são satisfatórios e estão implantando a ISO 9000 .
    Desculpe a pregunta não é Técnica mas é de Conceitos, é o Planejamento psicológico.

    Estou agora na Área Civil.
    Stonner , um abraço Nilo.

  • Olá, Nilo! Já tive (acredito que a maioria de nós já teve) a experiência de estar em um grupo refratário à cultura de planejamento. Acho que desenvolver e aplicar o Planejamento, ainda que seja remando contra a maré, é a melhor forma de criar esta cultura, não perdendo a oportunidade de destacar quando algo foi mal, pois não foi planejado, e destacar os acertos do Planejamento. E repetir o mantra: Quem falha em planejar, planeja falhar!

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