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A Curva de Avanço

Stonner 25 Comentários 06.10.13 9542 Vizualizações Imprimir Enviar

A Curva de Avanço (físico ou financeira) é uma ferramenta de planejamento muito prática e usual, pois permite em uma rápida análise identificar o status e tendências do Projeto. Como é construída a Curva de Avanço? Os softwares de planejamento podem gerá-la, mas é sempre importante para o Profissional de Planejamento conhecer o processo. Se quiser ser notificado sobre novos artigos do Blogtek, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Curva de Avanço – começando pelo diagrama de precedências

Temos a seguir um projeto hipotético, representado através de sua rede de precedências, a qual mostra como estão conectadas e interdependentes as atividades. Dentro de cada retângulo que representa as atividades, temos as durações e os recursos empregados.

Curva de avanço - o diagrama de rede

Curva de avanço – o diagrama de rede

A seguir, mostramos o cálculo das datas mais cedo e mais tarde, conforme já foi mostrado aqui em artigo anterior – Datas mais cedo e mais tarde. Desta maneira, identificamos o caminho crítico.

Curva de Avanço - o diagrama com as datas mais cedo

Curva de Avanço – o diagrama com as datas mais cedo

 

Curva de Avanço - o diagrama de rede com as datas mais cedo e mais tarde

Curva de Avanço – o diagrama de rede com as datas mais cedo e mais tarde

Curva de Avanço – construindo o cronograma

A partir das datas mais cedo, constrói-se o cronograma, como se vê a seguir:

O Cronograma no mais cedo

O Cronograma no mais cedo

Poderíamos fazer o nivelamento de recursos, mas não é este o foco deste post. Se quiser conhecer o assunto, leia o artigo O conceito de Nivelamento.

Curva de Avanço – alocando os recursos

Na figura seguinte, temos os recursos utilizados em cada atividade:

Os recursos utilizados em cada atividade

Os recursos utilizados em cada atividade

A seguir, vamos calcular, para cada atividade, quantos homens-hora estão sendo utilizados em cada período (observe que os períodos considerados são de 2 horas, ou de 2 unidades de tempo):

Curva de Avanço - Hh por período, e acumulado

Curva de Avanço – Hh por período, e acumulado

Totalizando os homens-hora a cada período, temos os dados que necessitamos para construir a Curva de Avanço, que consiste no avanço acumulado do trabalho, resultando nesta curva:

A Curva de Avanço físico

A Curva de Avanço físico

A curva de avanço poderia ser construída utilizando total de homens-hora ou percentual de avanço.

Pode-se também construir a Curva de Avanço a partir de um Cronograma baseado na EAP (Estrutura Analítica de Projeto).

Curva de Avanço – uma observação importante

Ao fazer o acompanhamento, ou seja, registrando o que está ocorrendo durante a execução do projeto, é importante NÃO confundir consumo de  Homens-hora com Avanço Físico.

Observe que se uma atividade estava prevista para consumir 40 Hh, se a equipe alocada a esta atividade não apresentar boa produtividade, esta atividade poderá consumir 60 Hh…e este consumo de Hh NÃO significa maior avanço. Pelo contrário, reflete a improdutividade da equipe…

Por isto, prefiro trabalhar na forma de percentual.

De forma análoga, alocando-se os custos de cada atividade, construiríamos a Curva de Avanço Financeiro.

Este exemplo de Curva de Avanço foi construído a partir do diagrama de precedências, que levou à construção do cronograma baseado nas datas. Há alguns serviços (por exemplo, manutenção e montagem de itens de tubulação, serviços de pintura, serviços de isolamento, terraplenagem…) onde muitas atividades não tem precedência. Podem ter diferentes prioridades, porém terraplenar a área 5 geralmente não depende de terraplenar a Área 4, assim como a substituição de uma válvula gaveta em uma tubulação usualmente não tem relação de dependência com a calibração de um suporte de mola.

Para estes tipos de serviços, em que não há rede de precedências, a curva de avanço é construída a partir de um modelo matemático. É a chamada Curva de Avanço Padrão. Breve publicaremos um artigo sobre o assunto. Se quiser ser notificado sobre novos artigos do Blogtek, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

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  • HAROLDO IGREJA

    Solicito fazer meu registo para receber informações e comentários do sel Blog.Grato.

  • Ok, Haroldo, você receberá um e-mail para confirmar, ok?

  • José Roberto Fontenele

    Prezado Stonner,

    Ótimo post sobre Curvas de Avanço Físico e Financeiro, sugiro incluir com qual a margem para pleitear uma nova curva, tendo em vista que o realizado é sempre comparado com a baseline do cronograma.
    Parabéns pela atitude de compartilhar seus conhecimentos.

    Atenciosamente,

    José Roberto Fontenele
    Planejamento de Construção Naval e Offshore

  • Olá, José Roberto, obrigado. Usualmente, solicito novo replanejamento quando a distância entre previsto e realizado ultrapassa 5%.

  • Bruno Brasil

    Stonner. Parabens pelo site.
    Tenho uma dúvida que sempre surge com relação a avanço físico em termos percentuais, quando surge um aditivo.
    Ex: suponha que estamos com 50% do avanço físico realizado e tenhamos um acréscimo de escopo que represente 10%…. o que fazer com a curva física?
    Opção 1: o previsto total vai para 110%? é estranho ficar 110% mas por outro lado não teríamos que mexer nas ponderações.
    Opção 2: redistribuimos o peso? dessa maneira teríamos que reponderar o atividades que já haviam sido concluidas e por exemplo, o avanço realizado que estava com 50% vai diminuir, pois o que havíamos realizado não representa mais 50% do escopo.
    Opção 3: Há outra alternativa melhor?
    O que você sugere com base em experiencias anteriores?

  • Caro Bruno, o mais correto é redistribuir o peso, pois os 50% realizados já não mais corresponderão a 50% (será menos) quando o escopo for aumentado em 10%.

  • José Rodrigues de Souza Júnior

    O site me parece bastante prático, portanto, muito bom.
    Gostaria de receber artigos, post..

  • Olá, José Rodrigues, obrigado. Você receberá um e-mail para confirmar sua inscrição no site.

  • Josielisson Bastos

    Parabéns pela iniciativa.
    Para o meu conhecimento, estando em inicio de carreira, blog como o seu é de grande valia.

    Atenciosamente, Bastos.

  • Obrigado, Bastos, seja muito bem vindo!

  • Alexandre

    Prezado Stonner,

    No caso do MS-Project as curvas S financeira e de esforço são relativamente fáceis de se gerar. No caso da curva S física (percentuais de atividades concluídas que são derivadas dos pacotes da WBS), não existe uma saída “fácil” dos dados, que possibilitem a montagem do avanço físico?

  • Maurílio

    Como dizem os mais experientes, ou os mais velhos para alguns, com tantas ferramentas na caixa, ainda continuamos a quebrar galhos apenas com o machado!. Caro Stonner sua sêde em transmitir conhecimentos, é como abrir a caixa.

  • Fico muito honrado com seu comentário, caro Maurílio!

  • Caro Alexandre, continuarei postando sobre o MS-Project, e abordarei estes assuntos brevemente!

  • DILMA

    Mais do que importante destacar a diferença entre consumo de hh e avanço físico.
    Estamos vivenciando fase em que a produtividade é um diferencial entre as organizações e este “olhar” mais detalhado serve de insumo para decisões importantes na condução do negócio.
    Ponto para o professor Stonner!

  • Olá, Dilma, estava sentindo sua falta nos comentários!!!!!!!!!!

  • Luiz Fernando Martins

    Ola Rodolfo

    Parabéns, o mundo e movido por iniciativas, assim você ajuda a mover.
    Gostaria de receber mais materiais sobre a curva run down, se puder me enviar fico grato. Boas festas e bom ano.

  • Ok, Luiz Fernando, vou incluir na agenda de próximas publicações!

  • Sobre um comentário feito acima, a redistribuição, no meu ponto de vista, por mais estranha que pareça, representa a nova realidade do projeto, concordo com vc Stonner… Também utilizo o % como parâmetro, meu último post, por exemplo, traz uma ferramenta para acompanhar o físico x financeiro desta forma. Dá uma olhada lá Stonner e veja o que acha!?
    Abs e Boas Festas!
    Alcides Luiz

  • Interessante o artigo, como sempre, Alcides. Coloco aqui o link, para que os visitantes do Blogtek possam conhecer, não apenas este artigo, mas o blog do colega Alcides Luiz: http://www.alcidesluiz.com.br/desempenho-do-cronograma-e-custos-do-projetos/

  • Gustavo Nogueira de Albuquerque

    Olá, Rodolpho, sou fã do seu blog. E ajudo a divulgar qdo alguém quer saber mais sobre Gestão de Projetos. No momento estou com uma dúvida. Vc já tem um artigo falando sobre: Curva de Avanço Padrão?

    Um abraço, parabéns e muito sucesso.

    Gustavo.

  • Estou preparando o artigo, Gustavo. Muito grato pela divulgação!! Na verdade, estou preparando um anexo a ser distribuído aos leitores…

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