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5 porquês – ferramenta para identificação da causa básica

Stonner 22 Comentários 23.02.14 31352 Vizualizações Imprimir Enviar

5 porquês (5 Whys): vimos em recente artigo aqui no Blogtek a importância de identificar a causa básica (Análise da Causa Básica), ou seja, aquela que se for efetivamente corrigida, evitará o reaparecimento do problema, ao contrário das ações sobre as causas imediatas, que cuidam apenas dos sintomas. Os “5 porquês” é uma ferramenta simples e útil para isto. Se você quiser ser notificado dos próximos artigos, cadastre seu e-mail aqui ao lado, em Assine o Blogtek! SEU E-MAIL NÃO SERÁ USADO POR TERCEIROS.

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5 porquês – conceito

O conceito fundamental é de que, acerca de um determinado problema, perguntar reiteradamente o “porquê” (evidentemente não é uma regra fixa de que devam ser 5 perguntas.. cinco é apenas um número bastante usual na utilização da técnica) irá remover as canadas de causas imediatas que cobrem e escondem a causa básica.

Um comentário linguístico: a rigor, a técnica deveria ser denominada “5 por quês” por tratar-se de pergunta, onde as duas palavras são separadas. No entanto, é mais comum encontrar a referência a “5 porquês”. Ademais, esta última forma facilita a busca na Internet, por considerar a palavra como um todo, e não duas palavras distintas (no Google, a busca por ..5 por quês…  gera cerca de 120.000.000 de resultados, enquanto a busca por …5 porquês… gera cerca de 668.000 resultados).

A técnica se tornou bastante popular após a década de 70, com a intensa utilização da ferramenta pela  Toyota, e posterior incorporação desta ferramenta nas práticas de “Six Sigma”.

5 porquês – vantagens de seu uso

A ferramenta se popularizou devido alguns benefícios imediatos:

  • Permite identificar a causa básica do problema; para identifica-la, basta para cada resposta avaliarmos se a correção desta causa evitará o surgimento do problema: caso negativo, devemos mais uma vez fazer a pergunta “Por quê?”; caso contrário, identificamos a causa básica;
  • Identifica claramente as relações entre as possíveis causas imediatas com a causa básica;
  • Utilização extremamente simples; não requer uso de ferramentas estatísticas;
  • Baixo custo;
  • Comprometimento: pelo fato de ser uma ferramenta extremamente simples, permite o envolvimento de diversos níveis funcionais; a partir do envolvimento no problema e na busca de soluções, cria-se o comprometimento com a solução;
  • Flexibilidade: sua utilização é compatível com o uso de outras técnicas de identificação de causa básica.

5 porquês – exemplos

Exemplo 1 – A máquina de usinagem por comando numérico vem falhando repetidamente.

1° porquê:

Por quê a máquina vem falhando?

Porquê a placa mãe está queimando frequentemente.

2° porquê:

Por quê a placa mãe tem queimado frequentemente?

Porquê ela está superaquecendo.

3° porquê:

Por quê a placa mãe está superaquecendo?

Porquê não está sendo adequadamente ventilada.

4° porquê:

Por quê não está sendo adequadamente ventilada?

Porquê o filtro de ar está sujo.

5° porquê:

Por quê o filtro de ar está sujo?

Porquê não há uma programação de manutenção preventiva informando as datas de limpeza de filtro.  Isto evitará o ressurgimento do problema, sendo portanto a causa básica (falta de programa de manutenção preventiva).

Exemplo 2 – Óleo lubrificante está vazando da máquina

1° porquê:

Por quê o óleo lubrificante está vazando?

Porquê um selo rompeu.

2° porquê:

Por quê o selo rompeu?

Porquê entrou o óleo lubrificante está contaminado com rebarbas metálicas.

3° porquê:

Por quê o óleo lubrificante está contaminado com rebarbas metálicas?

Porquê um filtro do sistema de lubrificação se rompeu.

4° porquê:

Por quê o filtro do sistema de lubrificação se rompeu?

Porquê o filtro do sistema de lubrificação está mal posicionado.

5° porquê:

Por quê o filtro do sistema de lubrificação está mal posicionado?

Porquê houve uma falha de projeto. Reavaliar o projeto e realocar o filtro evitará o ressurgimento do problema, sendo portanto a causa básica (falha de projeto).

Exemplo 3 – Esta máquina não está produzindo o número previsto de peças

1° porquê:

Por quê a máquina não está produzindo a quantidade esperada?

Porquê a eficiência do processo é baixa.

2° porquê:

Por quê a eficiência do processo é baixa?

Porquê há perda de tempo no ciclo do processo.

3° porquê:

Por quê há perda de tempo no ciclo do processo?

Porquê há demora no carregamento das peças.

4° porquê:

Por quê há demora no carregamento das peças?

Porquê o operador da máquina tem que caminhar 5 metros para apanhar novas peças para reposição.

5° porquê:

Por quê o operador da máquina tem que caminhar 5 metros?

Porquê o layout está inadequado. Rever o layout de modo que as peças a serem repostas fiquem mais próximas da máquina aumentará a eficiência do processo, sendo esta portanto a causa básica (layout inadequado)

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Stonner

Rodolfo Stonner, Engenheiro Mecânico pela UFRJ, atuou como Engenheiro de Equipamentos Sênior da Petrobras, e foi Gerente de Construção e Montagem das Obras Extramuros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. Atualmente aposentado, é consultor e instrutor nas áreas de Gerenciamento de Projetos e Gestão da Manutenção, e está atuando com a Deloitte na implantação do PMO para a Refinaria de Talara, Peru. Gosta de lecionar, trocar experiências e conhecimentos, é certificado como PMP (Project Management Professional) e RMP (Risk Management Professional) pelo PMI, e CRE (Certified Reliability Engineer) pela ASQ.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

  • José Mattos Neto

    Excelente post. Sou Analista de projetos Sociais na Natura – ECOPARQUE (Benevides-Pará) e estamos desenvolvendo novas tecnologias sociais para abordar a comunidade do entorno e já vejo aplicações dos 5Why à frente. Abs. J.Mattis

  • Roberto Taveiros Darski

    Caro.

    Quanto retrabalho poderia ser evitado se tivermos a cultura de ter esta consciência de analisar o problema onde ele está. Isto passa desde um projeto caseiro de consertar uma torneira, que nunca é consertada e todo dia o chão é limpo até tantas outras catástrofes que acontecem todos os anos porque as caudas do problema são as mesmas e não se tem ação, no problema onde ele está. A causa Básica. Óbvio que é necessário agir em uma causa intermediária e ir aprendendo e corrigindo até chegar à verdadeira causa do problema (A causa básica). Isto pode ser aprendido e fazer parte da alma de uma instituição (Governamental, Provada, Social). “O garotinho chato, que pergunta por quê, por quê, por quê é que pode estar certo no futuro”.

    Um abraço.
    Roberto

    Os artigos são sempre muito proveitosos

  • Conheço e já fiz uso desta ferramentas inúmeras vezes e posso comprovar sua eficiência e eficácia. Contudo, chamo a atenção para os seguintes preocupações que podem tornar a ferramenta tão boa, em algo inadequado.
    1 – Identificar realmente QUAL É O PROBLEMA. Muitas vezes ao fazer a primeira pergunta, automaticamente já se conduz para uma resposta que “está na cara” e se perde então a oportunidade de se encontrar a causa raiz.
    2 – Pessoas que se acham senhoras da informação, tendem a pular etapas para ganhar tempo e vão “direto ao assunto”.
    3 – Esconder o problema para proteger alguém. medo de punição.
    4 – Escolha de quem deve e vai participar da análise.
    5 – Cada resposta deve ser evidenciada. Para isto, às vezes se faz necessário ir à campo, parar a máquina, ter em mãos documentos que evidenciem de fato a resposta dada, ter pessoas que têm todas as informações e evidências.

  • Fico feliz em contribuir, José Mattos, principalmente conhecendo o trabalho da Natura!

  • Obrigado pelo estímulo, Roberto!

  • Muito bem colocado, Pedro Paulo!

  • EDUARDO

    Temas como esse artigo deveria ser mas debatido nas empresas não só no setor de produção mas bem como no setor de segurança do trabalho para evitar novos e futuro acidentes.

  • Olá, Eduardo, obrigado pelo comentário, e desculpe a resposta tardia!!!!

  • Pingback: blogtek.com.brAnálise Preliminar de Perigos - blogtek.com.br()

  • Roberto Duclerc

    Muito boa a técnica dos 5Why, já a utilizo em relatórios de análieses de anomalias, com sucesso.
    Parabés, caro Stonner,seus exemplos são bastantes objetivos e suscinto, tonando de fácil compreensão e aplicação para quem os lê.

  • Obrigado, Roberto, fico feliz em poder contribuir!

  • dilma

    Os exemplos agilizam a compreensão do conceito.
    E aqui no seu blog sempre temos exemplos didáticos e práticos
    Ótimo post professor, obrigada
    Abraço

  • Olá, Dilma, estava sentindo sua falta!!! Obrigado!!!

  • Elenei Miguel

    Stonner, muito bom seu artigo; já assinei o blog. Apenas um comentário: a forma correta de nomear a técnica é mesmo “5 porquês” pois neste caso, a palavra porquê trata-se de um substantivo.

  • Seja bem vindo ao Blogtek, Elenei, e muito obrigado pela correção!!!!

  • Pingback: blogtek.com.brÍndice de artigos do Blogtek - blogtek.com.br()

  • Everson

    Rodolfo Stonner,

    Primeiramente parabéns pelo artigo, estou elaborando um relatório de estágio do meu curso de engenharia, onde tive participação no área da qualidade da empresa, as informações nesse artigos serão de grande vaia para min, porém preciso de referencial, poderia por gentiliza me-passar, não necessariamente desse artigo, mas que tenha a ferramenta em questão.

    Grato

  • Prezado Everson: seguem algumas referências, extraídas da página: http://www.apostilasdaqualidade.com.br/os-5-porques-5-why-analise-da-causa-raiz/
    The New Toolbox Enxuta (p152) – John Bicheno, Picsie Books 2006
    The Toyota Field Book – Jeff Liker, 2004
    Six Sigma – Determining the Root Cause: 5 Whys
    http://www.abepro.org.br
    http://ogerente.com/logisticando/
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Toyota_de_Producao
    http://en.wikipedia.org/wiki/5_Whys
    http://www.bill-wilson.net/
    http://www.amazon.com.br/A-Startup-Enxuta-Eric-Ries-ebook/dp/B00A3C4GAK

  • Antonio Carlos Silva

    texto muito interessante

  • Desculpe a demora na resposta!! Obrigado pela visita ao Blogtek!

  • Paulo

    Muito bom. Simples e objetiva essa ferramenta. Obrigado.

  • Pingback: FMEA e FMECA - análise do modo de falhas, efeitos e criticalidade - blogtek.com.br()

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